terça-feira, 20 de outubro de 2009

Música & Som

Há pouco deixei um comentário no Beatles For Ever a respeito desta revista.
Este foi um número especial dedicado aos Beatles, à sua história e música. Foi a primeira vez que li alguma coisa a sério a respeito deles. Já conhecia as canções (o «Rock'n'Roll Music» tinha saído há dois anos; o «Love Songs» estava acabado de publicar; em 73 tinham sido editados os Albuns Vermelho e Azul) mas gostei muito de saber a história.
Esta revista foi publicada em Fevereiro de 1978 e custava 30$00.
Ainda hoje tenho esta revista religiosamente guardada.
Ainda bem!

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Uma largueza

Dizem que é a Sé mais larga do País.
Não sei pois nunca a medi; mas reconheço que é larga.

sábado, 10 de outubro de 2009

Água tónica

Este é o anúncio dos produtos da Schweppes, entre eles, a melhor água tónica do mundo.
Foi publicado no Almanaque de Agosto de 1960.
Não bebo bebidas destiladas (aguardente, uísque, etc.) mas abro, raramente, um excepção para o melhor gin-tonic: Gordon's e Schweppes. É das bebidas mais refrescantes que conheço.

domingo, 4 de outubro de 2009

Não voto para a Câmara

Nas eleições autárquicas não discutimos o TGV, o aeroporto de Lisboa, o BPN e essas coisas. Discutimos o que nos é mais próximo no dia a dia (se os esgotos funcionam, se a rua está com bom piso, se não falta água nas casas, etc.). Há uma muito maior relação de proximidade entre nós e o resultado da eleição.
Por isso, posso ter uma razão puramente pessoal, comezinha, para votar neste ou naquele ou mesmo para não votar.
É isso que eu faço.
Há 2 anos e tal, quis fazer uma garagem para a minha Cachopa (a que está aí em cima). Fui à Câmara informar-me do que era preciso e logo me falaram em planta geo-localizada, em arquitecto, etc. Embora espantado, e pagando, cumpri esta parte. Mas depois começaram a pedir plantas de localização, de reservas e sei lá que mais.
Mas isto é só para uma garagem para uma mota.
Que é mesmo assim, desde que haja betão é como se fosse uma casa, etc..
A certa altura, falaram-me em «obra de pequena dimensão» e que não seria necessária tanta coisa. Fomos ver o regulamento municipal das obras e, para ser mais simples, a garagem tinha que ficar a 6m da parte de trás da casa.
Bom; eu tenho um quintal, não tenho uma quinta. Ou seja, não tenho 6m para trás.
Como não ia fazer a obra clandestina (embora muita gente me disse para fazer e pagar a multa depois), optei por outra coisa:
Trata-se de um abrigo da Maxmat onde cabem a Cachopa e mais uma série de coisas. Não entra chuva, é relativamente fácil de montar (levou um dia com um amigo carpinteiro, mas faz-se bem), a mota está lá muito bem, etc. e tal.
Por esta razão, não voto em qualquer Câmara que tenha um regulamento de obras que me impede que eu faça uma garagem porque tenho um quintal pequeno.
Quando mudarem o regulamento, talvez vote.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

As minhas R4

Tive três.
Da primeira pouco falo porque só a tive 4 meses. Circulava na variante de Grândola e fui albarroado por outro carro. Felizmente, a seguradora pagou a sua parte e com esse dinheiro comprei outra. O carro foi para a sucata mas alguém achou maneira de ele voltar a circular. Anos depois, voltei a ver esse carro em Lisboa, na rua da Sé (suponho que seja este o nome porque a rua desce junto à Sé para a Madalena).
De qualquer forma, esta carrinha foi para mim uma evolução enorme. Eu tinha vindo de uma Mini Ima de que não via o capot, ou a estrada ou o que fosse. Na 4L, eu via tudo, principalmente, os dois cantos da frente do carro.
E não tinha que me levantar do banco para ver isto tudo.

Só diz mal do Mini quem nunca teve um. Mas eu reconheço que era um carro esquisito.
Tinha um volante e uma alavanca das mudanças que mais parecia de um camião!
Depois tinha 5 chaves, o que é uma coisa incrível para um carro tão pequeno. Mas isto, pensando pela cabeça de um inglês, até é natural e lógico.
Uma chave para a ignição; outra para a porta do condutor; outra para a porta da mala; outra para o tampão da gasolina; a quinta para a abrir o capot.
A minha Mini Ima tinha duas portas traseiras, isto é, era diferente das outras que andavam por aí, segundo me apercebi desta notícia.
Depois, falarei das outras duas R4 que tive.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Café Hag

Este anúncio foi publicado no Almanaque de Janeiro de 1960.
Nunca ouvi falar desta marca de café mas parece que foi muito famoso. A empresa era alemã [Kaffee Handelsgesellschaft AG (Kaffee HAG)] mas acabou, tanto quanto sei, por ser comprada por uma rival americana. Mas nada sei sobre isto.
Já era descafeinado o que levou à criação de diversos cartoons.
Pode-se ver aqui outro anúncio.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

A mentira campeâ


Gosto mais de História do que do presente.
No entanto, vou vendo o que se passa à minha volta. Da mesma maneira que gosto de História, detesto um mentiroso. Eu sei que cada um conta as coisas à sua maneira mas há pequenos factos que são nossos, da nossa vida e sobre os quais não há qualquer dúvida. Ou aconteceram ou não aconteceram.
Não se trata da mentira social, da mentirita, daquilo que, de repente, nos salva de um embaraço (ou nos mete noutro, claro). Trata-se antes de pura mentira, trata-se de algo que todos sabem que não pode ter acontecido, que não aconteceu.

Vem isto a propósito da recente entrevista de Carolina Patrocínio ao jornal i. O texto, no que me interessa, é o seguinte:

«Desde que idade vota? Votou sempre no Partido Socialista?

Desde os dezoito anos, ou seja, desde 2005. Para as legislativas votei sempre PS. Em outras eleições não necessariamente, depende dos candidatos...»

Como é sabido, esta rapariga em Fevereiro de 2005 não tinha 18 anos, logo, não podia votar (tinha idade para estar recenseada, claro, mas não para votar).
Admito, pois que não tenha votado nas eleições legislativas de Fevereiro de 2005.
Mas, então, porque carga de razão ela disse isto?
Só vejo um hipótese: ela mente, claro, e está-se nas tinta para esse facto. Ela mente porque pode.
Custa-me imenso ver uma mulher inteligente desculpar isto como se de uma má comunicação se tratasse: «Provavelmente quereria dizer que seria o partido no qual votaria, assumindo uma posição de votante quando era apenas apoiante». Mas, enfim, cada um vê o que quer.
Não é caso único a respeito deste tipo de mentira óbvia; isto, não obstante a sua infantilidade ou a sua imbecilidade, não é novo.
O Primeiro Ministro também disse (citado em segunda fonte):
«Sou, digamos assim, da geração Kennedy. Essa eleição representou já um momento histórico. Lembro-me do debate que houve na América quando, pela primeira vez, um católico se candidatou a presidente. O próprio Kennedy teve de vincar bem que nunca receberia ordens do Papa enquanto presidente dos EUA. Lembro-me bem do que isso significou».
É óbvio que o PM não tinha idade (três anos e pouco) para se lembrar disto e muito menos de qualquer significado que o facto tivesse.
E, no entanto, disse-o.
Como é que eles conseguem dizer estas coisas com confiança, acreditando eles próprios no que dizem?
Também só vejo uma hipótese, a mesma: mentem porque podem, porque estão convencidos que podem mentir sem censura, que ninguém os vê a mentir.
É só isto que me baralha muito.
O facto de ambos serem do PS não deve ser coincidência porque não me lembro de alguém mentir assim sobre factos da sua própria vida e em público.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Uma compra

Já fiz a minha encomenda.
Com um bocado de sorte, vai cair nas vésperas do meu aniversário.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Um poema


Bô é um tempo
De giestas agrestes
Que crescem nas mãos áridas e rudes
Do povo transmontano.

Bô, é o reino maravilhoso
Da silenciosa solidão.

Bô, é um vento frio
Que fustiga o campanário hirto e forte da igreja.

Bô, é um dia de festa, mas um só dia,
Na romaria emigrante,
Com muito dinheiro suado
E com alfinetes espetado
No andor do santo, cego e mudo
o povo
aos ombros,
pelo povo, é levado!

Bô, bô,
Tanto bô e bô tanto por nada.

O bô é nosso!
De mais ninguém!

Bô, é um grito
Fechado de liberdade.

Mesmo que os finos
Portugueses de Lisboa
Nos acusem de dizer Bô
Por tudo e por nada,
Nós diremos:
- Bô, isso é mentira!

Carlos Moreno

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

No Porto

Estive uns dias no Porto. Fiquei em casa de uns amigos que moram ao pé da Praça Velasquez, agora chamada Praça de Francisco Sá Carneiro.
Não obstante estar tão perto da Fernão de Magalhães, esta ruazinha é mesmo do mais calmo que há.
Lá se deu, como sempre, o passeio pela cidade.
Estava um óptimo dia e só quem não conhece a cidade é que pode dizer que está sempre a chover!
Vistas umas montras, feitas umas compras, fomos tomar café ao Majestic, na Rua de Santa Catarina.
O cimbalino tinha um excelente aspecto e estava muito bom:
Paguei por ele €2! Parecia que estava em Paris.
Mas soube bem, que é o que interessa.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Um carrão

Este era o anúncio do Almanaque ao Mercedes 220 SE.
Era, como se vê, um carrão.
Meu Pai teve um, comprado em segunda mão, que era fabuloso. Espaçoso, potente, confortável. Muitas viagens se fizeram neste carro.
Mas o melhor de tudo era o seu interior:

O velocímetro era ao alto, não era um ponteiro que girasse num eixo. Conforme a velocidade aumentava, a barra subia e mudava de cor!
Sempre na vanguarda.
Hoje só ando de Mercedes quando tenho que utilizar um táxi e talvez um dia consiga arranjar um.
Mas este não é o melhor carro do mundo. Existe outro de que eu gosto muito mais.
Mas isso fica para outro dia.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

O Almanaque

Trouxe do sítio onde estavam um conjunto das revistas Almanaque.
Não tenho a colecção toda mas o conjunto que tenho vai de Novembro de 1959 a Março/Abril de 1961.
Não tenho ambição de competir com os Dias que Voam, cujo manancial de coisas antigas é tremendo; mas, ainda assim, tentarei colocar aqui alguma coisa de jeito. Aliás, já tenho em mente um excelente anúncio de um excelente produto.
Mas fica para diante.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Ainda o Apollo XI

Quem chegou lá primeiro?
Fica a eterna dúvida.

sábado, 18 de julho de 2009

Sobre o Tintin


Este é um dos livros mais curiosos sobre o Tintin. Trata-se do D'Abdallah à Zorrino. Le dictionnaire des noms propres de Tintin.
O seu autor é Cyrille Mozgovine.
Tudo que seja um nome em qualquer dos álbuns do Tintin está neste livro.
Além dos personagens principais, basta a simples menção de qualquer nome para que ele esteja registado neste livro.
Dou dois exemplos: Alonzo (no Templo do Sol, 8,8) e Olsson (Carvão no Porão, 43, 14).; este último é apenas um nome que consta duma mala!
Claro que lá está o grosso da família:

Em suma, um livro bastante recomendável.

sábado, 11 de julho de 2009

Help!


Sempre pensei que não gostava muito deste LP.
Sei que não é dos melhores (deve haver quatro ou cinco à frente) mas isso não me impede que goste dele, claro; se calhar gosto menos.
Outro dia estive a ouví-lo de fio a pavio e fiquei espantado com a impressão que me deixou.
Pode não um grande conjunto de músicas mas tem algumas absolutamente imperdíveis.
Help!, Ticket to Ride, You're Gonna Loose That Girl, You've Got to Hide Your Love Away e, claro, Yesterday.
Das canções que não são assinadas por eles, é claro que o destaque vai para Dizzy Miss Lizzie.
Afinal, é um grande LP!