domingo, 26 de setembro de 2010

Uma T-shirt dos Beatles



Tenho esta t-shirt há uns dias.
Comprei-a num leilão que se fez no blog Take us to Bruges. Um casal quer ir para esta cidade e está a vender as suas coisas para poder ir para lá e lá viver.
Francamente, estou-me nas tintas para o destino que derem ao dinheiro com a venda das suas coisas. Podem ir para Bruges, podem ir para Lanhelas, podem ir para o inferno. É problema deles e eu não tenho nada que me meter nisso.
Mas, quando soube, fiquei logo com interesse na coisa, quero dizer, nesta t-shirt.
Não sou com certeza o Beatlemaniac n.º 1 mas ando lá perto.
A t-shirt é gira; não sei se é uma tara mas mas gosto bastante dela.
E tem uma coisa bem engraçada que é o endereço de um blog sobre Beatles que leio há bastante tempo.
Não quero falar da inveja que às vezes sinto ao lê-lo. Geralmente não sou invejoso e sei que não posso ter tudo o que gostaria de ter. Mas olhando para aquilo, cresce água na boca!
Adiante.
Licitei a t-shirt, ofereci um preço que foi o mais alto dentro das demais ofertas. Paguei-a, recebi-a e, por isso, ela agora é minha.
Acho que foi uma boa compra.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Salazar prosador



Comprei recentemente, aqui, a colecção completa dos discursos do Salazar. São os livros que estão aí em cima.
Está um repetido por uma circunstância puramente acidental. Já tinha o 1.º volume (da tiragem especial de 500 exemplares numerados e rubricados pelo autor, o n.º 443) mas a compra dos restantes, incluindo o mesmo 1.º volume (n.º 378 da mesma tiragem), foi aliciante.
Agora tenho a colecção completa com um livro repetido; não faz mal que eu sei a quem o oferecer por alturas do Natal.
Admiro muito o Salazar como pessoa muito inteligente, atento, previdente, forte e conhecedor dos portugueses.
Não sou salazarista, não sou do tempo dele, mas tenho que admitir que não é fácil estar 40 anos no poder sem aquelas qualidades.
Mas ele tem outra melhor.
É, sem dúvida, o prosador político do séc. XX português.

Estes livros demonstram muito bem isso. Só o prefácio ao 1.º vol. lhe serviria para o definir como o mestre do discurso; sem dotes de oratória, sem gestos, sem espectáculo. Os restantes livros confirmam.
Cada discurso tem cabeça, tronco e membros. Ele define os temas e, depois, discorre sobre eles.
E discorre com clareza, com frases próprias das suas leituras (António Vieira e Manual Bernardes), com frases cheias, completas em que, muitas vezes, é a parte final que lhes dá o seu especial sentido ou conclusão.
Não sou da área da Literatura, não tenho as ferramentas próprias da análise literária, do domínio das figuras de estilo, etc.. Mas sei ler e sei pensar o que leio, compreendo o texto à minha frente.
O Salazar político, mesmo dando de barato que não se pode distinguir o prosador do político, é coisa que me fascina mas que, neste instante não me interessa.
Vou ler a recente biografia dele e, só depois, darei uma opinião.
Mas, e é este o ponto do escrito, melhor prosador de Estado que ele, não existe.
É confrangedora a pobreza intelectual dos discursos actuais, é confrangedora a falta de sobriedade, a falta de estilo, a falta de conteúdo.
Não é de admirar muito; hoje, os políticos não discursam, dão entrevistas em cima do acontecimento e não pensam no que dizem.
Não têm oportunidade.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Bacalhau à não sei quê




I- Base
1. Uma cebola por pessoa.
2. Pimentão vermelho às tiras.
3. Alho (3 ou 4 dentes).
4. Louro.
5. Óleo (25%) e azeite (75%); vinagre (0.5l).

Tudo isto num tabuleiro onde, depois de frito, se coloca o

II- Bacalhau
Postas de Ribeiralves ou Pascoal
1. Descansar 8h a 12h no frigorífico (sem nada).
2. Embeber em leite e pimenta cerca de 1h.
3. Enxugar.
4. Cortar os lombos de modo a ficarem só abertos (não separados).
5. Enrolar em farinha de trigo.
6. Logo a seguir enrolar em ovo.
7. Fritar em óleo quente.
8. Maionese a cobrir as postas.

III-Preparo
1. Com o tabuleiro pronto (I), assentar as postas.
2. Cobrir tudo de maionese.

IV- Remate
Vai, o tabuleiro, ao forno só para gratinar a maionese.

A receita é do meu amigo Braga que, por feliz coincidência, mora em Braga.

domingo, 5 de setembro de 2010

Murtal

O Murtal é um lugarejo da freguesia da Parede, concelho de Cascais.
Vivi aqui 10 anos.
A casa onde morava está algures na fotografia acima.
Quase todos os anos passo lá, para ver a casa, o quarteirão, ver as diferença que, como é natural, são cada vez maiores; não sei se são mais bonitas ou mais feias mas elas existem
Aqui, além da cervejaria do Sr. Chico (que se chama ou chamava, muito apropriadamente, A Pérola do Murtal), existe um restaurante onde vou muitas vezes, a Casa dos Arcos.
Não há muito para ver no Murtal, mas eu gosto de lá passar.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

White Mansions



Há uns tempos que andava com uns sons na minha cabeça sem os conseguir definir ou identificar. O tempo foi passando e os sons continuavam.
A certa altura, comecei a lembrar-me deles e comecei a lembrar-me de onde eles eram exactamente; eram do LP White Mansions, de 1978.
Para mim, foi uma alegria a minha memória, isto é, ao de fim de algum tempo, saber o que tinha em mente.
E as músicas vinham surgindo.
Fui ao meu armário e encontrei o que queria, quero dizer, estava certo a respeito da minha pouca memória musical.
Uma das músicas que mais gosto é a do final da Guerra Civil, a respeito da investida do General Sherman até Savannah.
Foi uma guerra extremamente dura, como qualquer guerra civil (não nos podemos esquecer da espanhola, no século passado).
A letra é esta (como estão as restantes):


they laid waste to our land, they took it from our hand
from Atlanta to Savannah, they scorched our earth
they stole our corn and wheat, they left no food to eat
they slaughtered all the cattle, took the things of worth
well, we got women and children too
just the same as you
ain't it enough just to know that you got us beat
the hatred will never cease, even now that there's peace
the feelings will run as deep as the scars we bear
this ain't cloth we wear it's a rag, we're at the mercy of the carpetbag
what you call justice is plain unfair
how the hell can you ever claim
it's bin worth all of the pain
just to have us live together under one flag
they laid waste to our land, they took it from our hand

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Mais um

Mais um puzzle dos Beatles. Foi-me oferecido há dias e, mal pude, comecei a montá-lo.
As capas dos discos (com três excepções) e a maçã seriam fáceis, claro. Numa manhã ficaram quase completos.
Os LP's With the Beatles, Rubber Soul e Album Branco eram os mais difíceis mas acabei por os montar.
O pior mesmo foram as fotografias dos artistas.
Estava quase a desanimar e, ainda por cima, a ficar furioso. Eu vencido por um puzzle? E logo um puzzle dos Beatles?!
Nem pensar.
Ao fim de mais uns dias, lá o acabei.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Extremos

De ponta...
... a ponta
passando pelo centro

domingo, 1 de agosto de 2010

O quarto de uma jovem



A Rita tem 14 anos e é, muito surpreendentemente, fanática pelos Beatles. Digo isto, claro, por não ser normal uma pessoa desta idade conhecer e gostar tanto deles.
Esta fotografia é do quarto dela que está todo forrado com temas sobre os Beatles. Tem uns discos antigos (o LP Meet The Beatles é a edição original americana de 1964), fotos e desenhos que ela própria desenhou.
Ficou uma vez invejosa só porque viu que eu tenho uma t-shirt com a capa do Abbey Road e outra com a capa do Let It Be!
Felizmente, são muito grandes e não lhe servem.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Férias

Todo o peru tem o seu Natal; e eu também tenho as minhas férias.
Embora não vá de caravela, vou para sítios por onde elas passaram.
Já não há pimenta, cominhos ou ouro nestes barcos; mas há a chegada ao destino.
Por agora, é isso mesmo que eu quero.

sábado, 10 de julho de 2010

Caldas da Rainha



Morei aqui um ano e não tive vontade nenhuma de vir para cá.
Mas a má impressão desfez-se depressa.
Trata-se de uma cidade pequena (como eu gosto) e que está perto de muitas outras terras, é muito central.
Num instante se chegava a Aveiro, Lisboa, Tomar, etc.. O pior era, na altura, sair das Caldas; é que não havia uma estrada de jeito, era tudo esburacado, tudo estragado.
Agora está bem melhor; estive lá dois dias há uns anos e gostei bastante.
É uma cidade bem agradável.
Os arredores também eram bonitos. Embora conheça lagoas mais bonitas, o certo é que a Lagoa de Óbidos é engraçada (é daí a foto acima).
Também a própria vila de Óbidos, claro que vale uma boa visita.
A Nazaré também vale a pena ver e, claro Alcobaça, com o seu Mosteiro e com a melhor pastelaria de Portugal, a Alcôa.
Embora não goste de doces, da última vez que lá passei não pude resistir.
Fartei-me de andar por ali, pelo Oeste.
Não fiquei com rancor.

sábado, 26 de junho de 2010

Viriato e o séc. XXI



Desde Setembro último, tem sido muito utilizada, na bloga nacional, a expressão «Roma não paga a traidores». Isto a propósito de Carlos Santos que, depois de colaborar com afinco nos blogues A Regra do Jogo e Simplex, bem como no seu próprio O valor das Ideias (este, desaparecido), todos de apoio ao PS e ao PM, se ter passado para o Corta-Fitas onde passou a defender a direita, a Igreja, a tradição, etc..
Como se não bastasse a mudança de opiniões, ou a conversão, passou a denunciar tudo e todos que lhe pareceram podres naqueles blogues (pode-se ver aqui um resumo e uma opinião).
É claro que foi alvo de fúrias e de troças (uma ou outra com graça).
Isto interessa muito pouco, até porque o último episódio desta temporada já foi transmitido.
Aliás, isto não interessa nada mas tem a curiosidade de estar relacionado com Viriato; é que a referida expressão diz respeito à sua morte.
Depois de os traidores Audax, Ditalcus and Minurus terem assassinado Viriato, a soldo de Marcus Popillius Lenas, o general Servillius Cipianus recusou a recompensa com o argumento, precisamente, que Roma não paga a traidores que mataram o seu chefe.
Enfim, tudo como dantes.

O quadro é de Jose de Madrazo

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Curso de fotografia






Depois de ter máquina fotográfica durante vinte anos, decidi meter-me num curso para aprender alguma coisa de jeito.
A minha primeira máquina era toda automática o que para mim era muito bom por razões óbvias.
Eu nem sequer precisava de enrolar o rolo; ela fazia isso logo depois da fotografia tirada.
Mas era uma excelente máquina e as fotografias que tenho colocado aqui são quase todas com ela.
Há coisa de ano e meio, decidi-me a comprar uma Nikon D-60 (já foi substituída por outro modelo, a D3000).

Tenho utilizado sempre o modo automático mas agora não.
Fiz este curso que me motivou bastante para fazer alguma coisa de jeito. O formador é muito bom, para mim, que nem o básico sabia, demasiado bom.
Claro que ainda não domino técnica nenhuma mas, pelo menos, já sei onde procurar.
Fiquei a conhecer a máquina, fiquei a saber usá-la, etc..
Agora, tenho é de treinar bem e comprar um livro, não muito complexo, sobre o assunto.
Já percebi que o manual da máquina só explica a máquina, não ensina a tirar fotografias.
Enfim, mesmo que um pouco desactualizado, é este o bicho:

domingo, 13 de junho de 2010

Os livros do Tintin



Este é o nicho que tem a colecção do Tintin e mais alguns livros sobre ele.
Levei uns anos a fazer esta colecção, os livros iam saindo muito lentamente e eu estava sempre com medo (fútil, claro) de perder algum.
Além de um livro muito engraçado sobre os nomes que aparecem em toda a obra, comprei recentemente um sobre ele e as suas viagens; foi com este livro que vieram os bonecos que se podem ver.

A biografia do Hergé está noutra prateleira, ao pé de outras.




quinta-feira, 10 de junho de 2010

Um livro sobre Beatles

Este é um livro engraçado sobre os Beatles.
Trata-se de um conjunto de crónicas a respeito deles que foram sendo publicadas ao longo dos anos, bem como excertos de alguns livros.
Encontra-se lá a famosa crónica de Maureen Clave, de Fevereiro de 1963, a primeira ou das primeiras a respeito do grupo a nível nacional. É nesta crónica que ela descreve o Ringo como «ugly but cute».
Tem também um artigo demolidor da beatlemania de Paul Jonhson (Fevereiro de 1964), chamado, aliás, «The Menace of Beatlism».
O melhor é transcrever o que está na contra-capa:
«The Beatles: Paperback Writer, is a collection of the best writing on the Beatles by rock journalists, cultural commentators, journalists, scholars and biographers, alonside personal contributions from the Beatles themselves, and their friends and acquaintances. This book is essential reading for any serious Beatles fan, providing a fascinating overview of a band who continue to exert a huge inflence on music and popular culture».
É publicado por Plexus Publishing e o seu organizador é Mike Evans.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Fim



Chegou ao fim o puzzle dos Beatles, da capa do Anthology.
Embora só com 1000 peças, não foi fácil. Acho que foi o primeiro puzzle que fiz sem ligar à cercadura. Comecei pelos tons, pelos grupos de cor, pelas fotografias que eu conhecia, etc., e deixei as peças lisas para o final. Tinha, em vez de uma lupa, outros exemplares (que estão na fotografia) de onde me pude aperceber de pequenos pormenores.
Enfim: ficou feito.
Acabei-o a 4 de Maio mas tive outras coisas que me impediram de mostrar que tinha completado o puzzle.
Como sou fraco e não resisto, aqui outra do dito:
Venha o próximo.