terça-feira, 22 de março de 2011

Dois livros numa loja

Estiva há dias em Cacilhas com um propósito: comprar um livro de que vim a saber aqui. Podia, claro, tê-lo encomendado mas já que ia a Lisboa aproveitei para passar na loja.
Não é uma livraria, é uma loja que vende várias coisas ligadas à música pop, entre as quais, livros.
Foi este o que eu comprei, conforme estava já combinado.
Trata-se de uma pequena enciclopédia sobre todos, ou quase todos, os conjuntos dos anos 60 em Inglaterra. Estão lá os mais famosos de sempre, os que gravaram e venderam dois discos conhecidos, etc..
Mas os livros, pelo menos para mim, são como as cerejas.
E farejando dentro da loja gostei de ver este:
Gosto muito deste grupo; além dos vários singles conhecidos, gosto bastante do Tommy (mas mais na versão com a London Symphony Orchestra) e do Quadrophenia (este estava na loja, aliás). 
Não resisti e comprei o livro. É bastante completo, grande (embora com muitas fotografias tem imenso texto, que é o que me interessa); e gosto, pronto.
Uma outra coisa que vi na loja foram uns isqueiros que eu quase jurava que eram da Zippo. Não eram mas sim de uma outra marca que não conhecia, Star. São iguais, à prova de vento, com o mesmo barulho de abrir e fechar a tampa (comparei logo com o meu) e, por fim, €20 ou €30 mais baratos que o Zippo.
Por último, a simpatia da dona, Cristina Martins, inexcedível.
Vale bem a pena ir a Cacilhas a esta loja.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Na capital

Estive há dias em Lisboa a tratar de uns assuntos.
Fiando-me na famosa (justamente) luz de Lisboa, levei comigo a máquina fotográfica.
Mas tive azar:
Como se pode ver, foi um dia sem luz.
Mesmo assim, lá dei uma volta pela cidade a pé (Almirante Reis, Martim Moniz, Baixa, etc.). Se calhar podia ter ido por outro caminho mais bonito mas era este o que eu tinha que fazer.
Finalmente, cheguei ao meu destino, ao pé da Casa dos Bicos:
Acho que nunca vi esta casa sem ser em obras; ora com um taipal, ora com um andaime, ora com um pedreiro, o que quer que seja.
Desde a XVII Exposição Europeia que acho que aquilo está em obras. E li hoje aqui que vai continuar em obras por mais um bocado de tempo, até Novembro ou Dezembro.


Também aproveitei para ir a Cacilhas (foi no barco para Lisboa que tirei a fotografia de cima) para comprar um livro. Mas fica para depois.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Um encontro promissor

Há tempos, falei aqui de A Conspiração Voronov e disse que nele havia uma referência, desta vez histórica, a um acontecimento que se veio a revelar, anos volvidos, de alguma importância.
A referência é esta (pp. 54 e 55): 
 Estamos no dia 6 de Julho de 1957 e o Prof. Mortimer está em Liverpool para falar com uma pessoa. Nesse dia havia festa na paróquia de St. Peter Church e como ele não sabia onde estava o respectivo reitor, perguntou a um rapaz que lá encontrou. Mas este rapaz era de mais longe, de Allerton, e foi um outro que indicou ao Professor onde estava o reitor.
 O prof. Mortimer encontrou o padre a conversar com um rapaz que tocava guitarra num palco:
 
Foi no dito dia que John Lennon e Paul McCartney se encontraram pela primeira vez; a partir daí ficaram amigos e fizeram umas canções juntos durante vários anos.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

O Matateu

Este era o anúncio que o Almanaque de Maio de 1961 publicou do Mercedes 180D.
Foi um carro muito utilizado para táxi e foi aí que levou a alcunha «Matateu». Não sei a razão deste nome mas sei que havia um jogador da bola com nome igual.
Eram carros que faziam mais, bem mais, de 500.000km sem abrir o motor.
As edições Altaya estão a publicar a colecção dos carros da Mercedes e pedi a uns amigos que me arranjasse dois; este é um deles.
Tenho vários carrinhos que vou comprando algumas vezes pelas bombas de gasolina e já encontrei uns modelos que me dizem alguma coisa.
Com paciência, vou-os colocando por aqui.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Um dia no FB

Não estive bem um dia no feicebuque.
Criei a conta na 2.ª à noite e cancelei-a na 3.ª à noite.
Como amigos, pedi aos parente que fizessem o favor de o ser. Vários aceitaram e fique logo rodeado de gente.
Um espantou-se por me ver, outro perguntou se eu já jogava farmville (respondi que ia no nível 30), outro ainda pediu fotografias.
Ao fim da noite já estava cansado.
Na noite seguinte, já tinha mais coisas para ler e mais perguntas para responder; além disso apareceram várias pessoas (amigos dos amigos) que mal ou nunca vi.
Não gostei; reconheço que foi muito pouco tempo mas não fiquei com vontade de continuar.
Já é um milagre eu ter este tasco; quanto mais agora o feicebuque.
Em todo o caso, aqui fica uma coisa engraçada sobre o tema e que não é novidade nenhuma.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

V

Sou um grande fâ de Alan Moore e se este não é o melhor dele, há-de ser o segundo.
Claro que sou um imenso e fervoroso admirador do Watchmen mas este, ainda assim, é mais complicado.
Geralmente, gosto mais dos livros do que do filme (ainda estou à espera de O Historiador), mas parece-me que o filme desta vez é melhor que o livro.
É mais linear, é mais evidentemente político, é mais sinistro.
O livro, obviamente, é muito mais sinistro que o filme mas o enredo, o número de personagens é tal que o medo dilui-se; no filme é mais constante.
Por outro lado, a teia desenrola-se, no filme, de uma maneira clara, mais directa. A opressão está toda lá, o falso messias (que no filme se chama Adam Sutler e no livro Adam Susan), o polícia honesto (não drogado, mas pelo decurso da investigação, como no livro), o crime do envenenamento da água, da febre no colégio. 
Tudo é horrível, tanto no livro como no filme.
Mas eu adoro este livro e este filme.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Tese sobre Beatles

Esta mulher, Mary-Lu Zahalan-Kennedy, obteve um master's degree sobre Beatles, na Liverpool Hope University.

De acordo com esta notícia, trata da importância da música dos Beatles e do seu impacto na cultura ocidental.
Tenho vários e bons livros sobre eles mas nenhum de uma faculdade!
Se vier a ser publicada esta tese, talvez a compre.

Ao procurar este tema, fui dar a esta página onde se descrevem «20 coisas que não sabe sobre os Fab Four»; como era de esperar, conhecia-as quase todas.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Parede

A Parede é uma freguesia do concelho de Cascais.
Morei aqui cerca de 6 anos.
Morava num dos prédios que estão na fotografia, o quarto a contar de baixo, porta B, 2.º esquerdo.
Era conhecido por o Bairro da Caixa.
Hoje, raramente passo por lá; é mais fácil eu ir ao Murtal do que à Parede.
Mas não tenho nada contra a terra, pelo contrário. Há uns anos, fui lá almoçar, ao SMUP; comi um excelente bacalhau.
Mas tirando isto, quase nunca lá passo.

sábado, 22 de janeiro de 2011

«Cosmos»

A colecção Ciência Aberta, da Gradiva, dedica-se a livros de divulgação científica.
Tem um rol enorme de autores e de bons autores. Trata fundamentalmente de ciências experimentais, isto é, de ciência a sério: física, astronomia, biologia, etc..
Mas o melhor de tudo é Carl Sagan.
Este cientista ficou bem mais conhecido nos anos 80 por causa de uma série de TV chamada Comos (foi publicada, há uns anos, em DVD).
Naturalmente, um dos primeiros livros desta colecção que eu comprei foi o livro que teve por base  a série.
Ainda hoje o leio e releio e só tenho pena que não haja uma segunda edição actualizada com os conhecimentos de que actualmente dispomos. Estão lá duas frases absolutamente fantásticas: a ciência é um processo que se autocorrige; para afirmar factos extraordinário, temos de ter provas extraordinárias.
Mas o Carl Sagan não é só esse livro; felizmente, é muito mais. Tem ensaios sempre sobre a Humanidade; toda a sua visão do mundo tem como preocupação central a Humanidade; porquê, de onde, para onde.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Tintin e a censura

Gosto muito do Tintim e sei algumas coisas sobre ele. 
Tenho uma biografia do Hergé e dois livros sobre o assunto: o Dicionário de Nomes Próprios e o O Sonho e a Realidade, de Michael Farr. De resto tenho a colecção toda dos livros publicados pela Verbo.
Gostava de ter as edições originais todas (só tenho Os Charutos do Faraó) e, particularmente, a 2.ª edição de A Ilha Negra.
Por aqui se vê o infindável do mundo de Hergé que me falta conhecer.
O desenho acima é o primeiro quadradinho do Tintim na América
Mas existe outro desenho:
Este foi publicado em Portugal em 1956.
Não quero nem posso contar isto; já está contado noutro local e que conta esta diferença na primeira pessoa.
Mas não podia deixar de registar aqui mais uma coisa que fico a saber a respeito deste herói.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Património

A passadeira em cima é um «site of national importance», conforme o decidido pelo governo britânico.
Seria só uma simples passadeira se não se tivesse dado o facto, no Verão de 1969, de os Beatles a terem atravessado e, com isso, conseguirem uma das melhores (e mais parodiadas) capas de LP.
Claro que há mérito do fotógrafo e de quem mais trabalhou nisto. Mas a verdade é que esta passadeira só é famosa por causa daqueles peões que estão ali fotografados.
Será muito difícil a Câmara de Londres (ou o equivalente) mudar as estradas daquela parte da cidade de maneira a que esta passadeira desapareça. É um património que não custa sustentar e que, em princípio, lá estará por muitos anos.
Em Portugal as coisas podem ser diferentes. E lembro-me disto a propósito de coisas (património, para alguns insubstituível) que se encontram por aí que deixaram de ter utilidade e nunca a voltarão a ter. O caso de cima é a linha do Sabor que encerrou em 1988.
Que é que se poderá fazer com isto? Alguém quererá pegar nisto, alguém será capaz de pegar nisto e tornar útil, benéfico, para os outros?
Não sei, não sou capitalista nem empresário; custa-me ver estas estações como estão (da do cruzamento de Freixo nem se fala) mas ainda vale a pena estarem ali?
Não sei.
É mais fácil manter uma passadeira numa rua duma cidade.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Biografias

Gosto muito de biografias e como não há biografias de pessoas desconhecidas leio aquelas de pessoas famosas.
Não interessa o tempo nem o que fizeram; de algum modo, todos fizeram algo muito relevante e, por isso, são recordados. Claro que muitos não fizeram bem, há sempre um filho da mãe ou outro que chega ao poder e faz o que quer. Aliás, das várias que tenho, talvez o único bonzinho seja o Thomas More. 
Mas também gosto, mais ainda, das autobiografias. Fazem-me sempre rir e deixam-me sempre uma sensação de desconforto: como é que eles, sendo tão bons, tão capazes, tão sérios, não conseguiram executar os seus igualmente tão bons projectos, como é que não conseguiram implantar a sua tão boa visão das coisas e do mundo?
Enfim, mistérios.
A última que li foi a do Salazar, de Filipe de Meneses. Gostei mas estava à espera de melhor, de muito melhor. Por uma lado, depois de lida a do Franco Nogueira (mesmo que hagiográfica), qualquer outra parece incompleta; por outro, a expectativa à volta deste livro foi enorme.

Agora estou a ler a do Sá Carneiro, de Miguel Pinheiro. Estou a gostar imenso. Está bem escrita, claramente escrita, e é, até ver (ainda só cheguei ao 25 de Abril), realmente biográfica. No entanto, encontrei lá (p. 227) uma asneira que só pode ser fruto de distracção (não é caso para lapso). Escreve-se que em «Agosto de 1972 acabava o primeiro mandato de Américo Thomáz». Como é público, naquele mês terminava o seu segundo mandato (o primeiro de 1958 a 1965 e o segundo de 1965 a 1972).
Mas, tirando este erro, estou a gostar bastante do livro.
Está um neste grupo de que já falei e que, pura e simplesmente, não presta.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Neutralidade







Como é sabido, na 2.ª GG, Portugal manteve-se à margem do conflito bélico; assumiu, desde início, a situação de neutral.
Contudo, era aliado da Inglaterra o que implicava obrigações de algum vulto.
Acabou Portugal por, em cumprimento da aliança, beneficiar os Aliados (base dos Açores) e prejudicar o Eixo (a questão do volfrâmio). Foram muitas as dificuldades para conseguir a paz no País, coisa que uns queriam e outros não.
De qualquer forma, o que pretendo destacar foi a situação única, irrepetível, de um Estado, perante um conflito, assumir formalmente o estatuto de neutralidade e, não obstante, auxiliar um dos beligerantes. Isto, os analistas estão certos, nunca voltará a acontecer.
Mas o mais engraçado nesta política, ditada pela absoluta necessidade, é o facto de o próprio Salazar reconhecer a estranheza.
No seu discurso de 18 de Maio de 1945, tem, a seguir à referência expressa à neutralidade colaborante, a seguinte frase (et pour cause, em parêntesis):
«(Apresento o adjectivo como traduzindo a realidade seja qual for a dificuldade dos internacionalistas em proceder à classificação)».
Discursos e Notas Políticas, IV, 1943-1959, p. 105.

Por esquisito que pareça, acho muito bem um post sobre neutralidade colaborante no Natal.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

O motor 1100

Na revista n.º 1100 (e por causa disso) da Auto-Hoje, desta semana, vem um artigo sobre os motores com a cilindrada de 1100cm3.
Era um motor barato, fiável, capaz de durar muito tempo.
Foi muito utilizado em montes de carros: Peugeot, Renault, Simca, Mini, etc..
Foi, durante muitos anos, o motor base destas marcas que era, depois, adaptado a vários modelos.
Mas na reportagem omitem um exemplar único:
Em 1978, a 4L aparece com um novo motor 1108 cm3, além de aparecer com um novo interior e uma nova sigla: GTL.
Posso dizer, porque sei bem do que falo, que era mesmo um motor bem fiável; aguentava velocidades estonteantes (120km/hora) em auto-estrada, aguentava altas rotações (chegar aos 80 em 2.ª ou aos 110 em 3.ª) e, claro, tinha uma grande potência: 34 cv!
Uma vez, na auto-estrada a norte de Aveiro, aproveitando uma descida grande, com uma curva suave, ao fundo, para a esquerda, cheguei aos 160km/hora. Mas foi pouco tempo porque me lembrei do que me poderia acontecer se me rebentasse, naquele instante, um pneu.

Enfim, aquilo era um carro não era um comboio.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Matrículas

GZ-54-09  PF-26-11   OL-70-95     IV-43-14    HX-52-76     33-DD-77    GI-95-00   38-83-CQ
 ER-73-98   UC-70-23, EN-15-30   etc., etc., etc.

Não sei porquê, tenho boa capacidade para fixar matrículas de carros.
Uns são ou foram meus; outros de amigos ou parentes, outros ainda de pessoas que nem conheço.
Vendo um carro várias vezes (não têm que ser muitas) na mesma rua ou nas proximidades, acabo por fixar a matrícula.
Isto não tem valor nenhum mas às vezes não deixa de ter a sua graça. Por exemplo, encontrar um carro com uma matrícula a seguir ou a antecedente a centenas de quilómetros do sítio estava o carro meu conhecido.
Decoro as matrículas de carros estranhos ou porque as vejo muitas vezes ou porque elas me dizem alguma coisa. Está uma aí em cima que fixei apenas porque se refere à Estrada Nacional n.º 15, e ao Km 30, que é onde fica Penafiel (e eu morei perto).
Enfim, nada de perigoso nisto, não ando a fazer uma base de dados para isto.
É só curioso.
A imagem foi retirada daqui, onde se descreve uma colecção de chapas de matrícula de vários países. Cheguei a ter algumas ainda em metal.