segunda-feira, 2 de abril de 2012

Uma paragem

Por estes dias vi no Príncipe Real, Lisboa, uma paragem de autocarros engraçada.
Tanto quanto percebi, não tinha publicidade mas apenas o desenho de uma casa.
O curioso é que tinha uma senhora sentada à espera de autocarro e o resultado dava a impressão que estava mesmo sentada à beira de sua casa, como é hábito em muito boa terra.
Não resisti e tirei a fotografia.
Como estava trânsito a passar e eu próprio estava a andar, não consegui a melhor posição (mais de frente ou mais pelo lado direito de forma a esconder o painel lateral).
Mas fica como está e eu acho que está engraçada.

terça-feira, 20 de março de 2012

Aburguesamento

Depois de 10 anos de 4L e de outros 10 anos de Kangoo, o legítimo sucessor daquela, mudei de carro.
Há 10 anos atrás, vendi a minha terceira 4L e comprei o primeiro Kangoo.
Claro que já foi um avanço enorme. Mais confortável, mais espaçoso, mais, muito mais, seguro, tinha todas as qualidades para ser um bom carro.
E foi.
Mas tem de se reconhecer que é um cubo com rodas.
Agora, comprei este:
Trata-se de um Mitsubishi Lancer 1.6 que tem agora pouco mais de um ano.
Já há tempos que andava à procura deste carro, mais especificamente, do 1.5.
Por puro acaso dei com este com menos de um ano e cerca de menos €6.000 que o preço dele novo.
Isto sim, é uma mudança radical!
Nunca tive um carro tão bom (ou devo dizer fino?), suave de conduzir, muito seguro, cheios de coisas que ainda não conheço bem. Há uma ou outra coisa que num carro destes e nos dias de hoje que ele já poderia ter mas eu estou-me nas tintas. A cavalo dado não se olha o dente e a verdade é que é um carro fantástico.

terça-feira, 6 de março de 2012

Pela Beira

No final de Janeiro fui dar uma volta por parte do distrito de Coimbra.
Apanhei frio como o diabo mas valeu a pena.
Passei por Penalva de Alva, Aldeia das Dez, Sinde, etc..
Fui a um miradouro bem bonito que se chama Varandas de Avô. Fica na Estrada Nacional 230, a seguir a Vila Pouca e antes da Ponte das Três Entradas, mesmo por cima de Avô.
Antes disto, tinha acordado, pelas 7h30m, com esta vista. É o nevoeiro próprio da manhã que sobe do rio conforme o tempo vai aquecendo.
Ao fundo, está a Serra da Estrela, particularmente, as chamadas gargantas de Loriga. 
A serra não tinha neve, claro.
Por último, ainda passei pela Capela dos Mártires, numa terra onde gosto de passar.
O tempo não dá para muito mais mas sempre se aproveitou alguma coisa.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

A campa de Salazar

Fiz um curto passeio por Tábua, Oliveira do Hospital, Santa Comba Dão e Coimbra.
Em Santa Comba, fui de propósito ao Vimieiro ver a terra de Salazar e, claro, a sua campa.
Sabia que era rasa, com uma cruz e as suas iniciais (A.O.S.). Ele podia ser o que queria mas era simples, sem ostentação.
Esperava, pois, campas rasas. Algumas são (as dos familiares mais chegados), a dele não.
São estas.
A do Salazar é a que tem o acrescento, feito por um António Lopes, de Torres Novas, e autorizado, suponho eu, pela Junta de Freguesia. O António Lopes é um fervoroso admirador de Salazar mas isso não justifica que se tire à sua campa a simplicidade que ele queria.
É um horror.
Como se não bastasse aquele acrescento no topo, na parede da frente foi colocada uma laje com dizeres e fotos do ditador.
Nesta laje faz-se menção de que Salazar era o mais humilde, modesto sem igual:
Então, porque estragaram tudo?
Porque não deixaram a campa rasa e simples como ela foi querida e originalmente criada?
Fiquei chocado com o que vi, pareceu-me um contra-senso.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Toponímia eborense

A cidade de Évora é, a todos os títulos, fantástica.
Seja pelas praças, pelas ruas, pelas casas; seja até pelos nomes das ruas.
Na impossibilidade de mostrar todos os nomes, aqui ficam três exemplos.
Não há-de ser difícil a razão deste nome.

Este também é obvio; ou melhor, nem tanto. Na verdade, a rua tem uma pequena inclinação mas daí a chamar-lhe rampa ainda vai um passo bem grande.

Este é só por curiosidade.


Tem graça notar as alterações toponímicas provenientes da república, isto é, os nomes que mudaram porque o regime mudou.
São várias, como é natural. deixo só uma por ser a mais gritante (só por causa do novo nome).
Mas ainda bem que têm o senso de mostrar o nome antigo. seria uma pena se o não fizessem.
Tudo muda mas não se apaga.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Beatles for Sale

Grande livro! Soube dele por aqui e, embora não seja invejoso, fiquei com vontade de o ler.
Trata de todas os discos gravados pelos Beatles. Singles, EP's e LP's. Todos.
Descreve, com bastante pormenor, o modo como a gravação foi feita, descreve os locais onde as músicas foram tocadas ao vivo, etc.. 
Para colecionadores fanáticos, que não é o meu caso, tem os rótulos de cada disco com as diferentes versões, como se de selos se tratasse.
Embora incida fundamentalmente sobre a discografia inglesa, tem imensos pormenores sobre as edições estrangeiras, desde logo as (e falo no plural, pelo menos nos primeiros tempos) americanas.
Na página 253 tem a capa de um EP que foi publicado em Portugal em 1969 e de que já falei aqui.
Enfim, isto é bom para quem gosta muito.

Já tenho dois Zippos dos Beatles.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Bruegel, o Velho

Gosto imenso deste pintor holandês do séc. XVI.
Comecei a ter interesse por ele, embora já conhecesse alguns quadros (de livros, claro), quando comprei um puzzle com o Recenseamento de Belém.
Num jogo destes apercebemo-nos bem dos pormenores do desenho, das figuras, dos objectos, de todo o cenário.
Um dos quadros onde se nota a riqueza de pormenor é, a meu ver, na Torre de Babel.
É o aqueduto que passa na orla da cidade, uma pequena ponte onde passa uma carroça, as máquinas (guindastes e gruas) que são usadas para fazer a torre. Por fim, e para acabar, são os barcos junto à base da torre, se calhar para levar materiais para a obra.
Estes detalhes, embora pequenos, não são apagados pela imensidão da construção nem pela presença do rei e seu séquito.
Outros quadros existem e, claro, muito bons. Talvez os mais bonitos sejam O Triunfo da Morte e Os Caçadores na Neve.
Mas existem outros.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Primeiras máquinas

Quando comprei a minha primeira máquina fotográfica tinha acabado de saber que iria viver para Trás-os-Montes. Foi por esta razão, aliás, que a comprei. Não conhecia a região mas tinha ouvido dizer que era muito bonita.
Como não percebia nada de nada, fui a uma loja e pedi uma máquina que fizesse tudo.
Venderam-me esta:
Era uma Fuji DL-150 que, na verdade, fazia tudo. Automática, com poucos botões e até enrolava o rolo sozinha! 
Fartei-me de tirar fotografias com ela; muitas das que estão publicadas aqui são desta máquina.
Dois anos depois soube que a próxima terra seria a Ribeira Grande. Exactamente pelos mesmos motivos (não conhecia os Açores mas sabia que era muito bonito) achei que era altura de comprar uma máquina nova, que fizesse um pouco mais que a Fuji.
Estavam na moda as chamadas máquinas compactas e optei por esta:
Uma Pentax Zoom 105 R.
Era uma evolução!
Ao princípio, poucas fotografias tirei com ela porque logo num dos primeiros passeios à Lagoa do Fogo esqueci-me dela num miradouro (o que tem a hélice). Quando dei conta, voltei logo lá mas a máquina já não estava.
Valeu-me, de novo, a Fuji até arranjar outra Pentax igual.
Já não tenho nenhuma delas; a primeira dei-a e a segunda... não faço ideia.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Dicionário do Tintin

Já há uns tempos escrevi aqui sobre um livro que se chama Dicionário dos Nomes Próprios do Tintin. Contudo, quase nada disse sobre o livro.
Uma recente conversa com o blog Leituras do Pedro obrigou-me, felizmente, a dar mais atenção à descrição deste livro.

O primeiro título é: De Abdallah à Zorrino, seguido de Dictionnaire des Nomes Propres de Tintin. É publicado pela Casterman e a 2.ª ed., a que eu tenho, é de 1992 (ISBN 2-203-01711-2).

O seu índice é, basicamente, o seguinte: (1.º) todos os nomes e (2.º) anexos e complementos.

Dentro do primeiro grupo está tudo que seja nome citado nos livros (e refiro-me aos ditos livros canónicos, ou seja, sem o País dos Sovietes e Alpha-Art) mesmo que sejam apenas nomes passivos (pessoas que foram chamadas). A melhor para mim é a do Olson; é um nome que aparece numa mala de porão e mais nada; mas está identificada (p. 172). Também há vários Tom's.  Por aqui se vê a minúcia do livro. Também aparecem os nomes dos cavalos em que Wagner  (As Jóias de Castafiore) aposta (Sara, p. 196, Oriana, p. 172, e Semiramis, p. 198).
Em relação a cada nome está a indicação da primeira vez que ele aparece bem como a primeira vez (se for o caso) em que aparece o desenho da pessoa mencionada.
Ainda na primeira parte estão destacadas algumas personagens fundamentais (por ordem alfabética, tal como está no livro): Dupond(t), Haddock, Milu, Tintin e Tournesol.

Na segunda parte estão nomes de personagens que existiram e que são mencionadas em ao longo dos livros (p. ex., Diógenes, Sacha Guitry, Napoleão), nomes de lugares exclusivos do mundo Tintin (p. ex. Sildávia, Moulinsart, Redskincity), nomes comerciais e nomes de navios e de jornais.
É todo um mundo.

Eu leio este livro pelo menos duas vezes por mês e só porque gosto e, principalmente, gosto de o acompanhar com os álbuns.





sábado, 24 de setembro de 2011

Espantoso

O filme é do campeonato do mundo de snooker de 2010.
Ronnie O'Sullivan joga com Mark King e faz 147 pontos. Embora sempre difícil, esta tacada máxima para o Rocket não é rara (com esta, aliás, superou o registo de Hendry).
O que tem graça neste filme são duas pequenas coisas (a grande coisa, claro, é ver a jogada):
Tudo começa na terceira jogada quando King falha uma tacada incrível (até eu acertava). Ele próprio fica bem baralhado, sem acreditar no falhanço que tinha feito.
O'Sullivan começa, então, a sua parte.
Mete uma vermelha, mete a preta; e antes de prosseguir pergunta ao árbitro qual é o prize money para a tacada máxima. Ou seja, ele estava absolutamente confiante que a conseguiria fazer.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Em Santiago

Estiva há dias em Santiago de Compostela, cidade que não conhecia.
Claro que o primeiro objectivo era conhecer a catedral, dar uma volta pela parte velha, enfim, turismo puro e simples.
Gostei bastante, claro, embora o dia não estivesse dos melhores; mas a Galiza é a Galiza.
É grande, bonita, imponente e, claro, cheio de gente.

Mas o que eu goste mais em Santiago foi de uma tasquinha (gourmet, claro) que tem tudo o que é bom do mar da Galiza, além do seu próprio Alvarinho.
Trata-se do Abastos 2.0, no Mercado de Abastos:
Tem alguns lugares lá dentro mas o melhor é ficar no exterior ou mesmo só encostado às janelas.
Umas excelentes amêijoas e ums excelentes percebes.
É uma óptima razão para voltar a Santiago.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Mapas

Os mapas são coisas fascinantes. Novos, velhos, modernos ou antigos, são sempre algo que merece atenção.
Sou capaz de passar horas a ler atlas, a ver mapas. Lembro-me dos livros do Júlio Verne, cuja leitura era sempre acompanhada por um mapa de modo a poder saber exactamente por onde andavam os protagonistas.
Claro que isto implica que tenha vários puzzles de mapas, tal como estes dois que aqui estão mostrados.
Mesmo parecendo que são fáceis de montar (conheço os locais das terras), o certo é que são bem difíceis pois nem sempre as letras estão nítidas.
Mas é claro que um puzzle simples não tem interesse.
O puzzle que eu gostava mais de fazer, com mapas, era o do mapa de estradas de Portugal, com 1000 peças. Acho que seria um número de peças suficiente para dar bastante gozo.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Em Arraiolos

No primeiro fim de semana de Setembro, estarei em Arraiolos. É uma vila engraçada e onde estive, o ano passado, em caminho para Montemor.
Mas desta vez vou lá propositadamente para o evento cujo cartaz está acima.
Tanto quanto percebo daqui, isto é patrocinado pela respectiva Câmara Municipal; tenho pena porque estas coisas devem ser feitas pelos próprios interessados. E embora seja só um patrocínio não altera muito as coisas.
Mas o que me interessa é que o evento se realize.
Não faço ideia do seu conteúdo mas espero poder comprar alguns recuerdos da mítica.

domingo, 17 de julho de 2011

«O Historiador»

É o nome de um livro, de Elizabeth Kostova, sobre Drácula.
Passa-se em três tempos diferentes: 1930, 1954 e 1972 e em vários locais: EUA, Pirenéus, Bulgária, Hungria, Turquia.
É um livro que se começa a ler e só se para quando o cansaço chega pois é bastante interessante. Não se trata de uma qualquer história vulgar de vampiros mas se uma coisa bem diferente: trata-se do próprio Drácula, o Empalador, que governou a Valáquia no séc. XV.
Trata também, e claro, da história da sua morte em 1972; dito de outra forma, o livro descreve a perseguição ao monstro.
Tudo isto é contado de uma maneira surpreendente, intrigante. A imagem acima existe no objecto mais perturbador de todo o romance: um livro que apenas contém aquele desenho.
Querem fazer um filme com base neste livro mas parece que as coisas não estão nada fáceis.
Vamos esperar mais um pouco.

sábado, 9 de julho de 2011

Crise



Todos falam da crise financeira como se fosse uma coisa de que todos pudéssemos sair ilesos.
É mentira, claro, não se pode ultrapassar esta crise sem grandes vítimas, infelizmente, os mais pobres.
A esquerda está convencida que tudo se pode fazer com o dinheiro dos outros.
Mas quem tem a responsabilidade do mundo, mesmo que do seu pequeno mundo,  sabe mais.
No seu primeiro discurso político, perante a tropa claro (may the force be with you!), Salazar é bem claro.
É esta a parte final do seu discurso:

«Mas não tenhamos ilusões: as reduções de serviços e despesas importam restrições na vida privada, sofrimentos, portanto. Teremos de sofrer em vencimentos deminuídos, em aumentos de impostos, em carestia de vida. Sacrifícios e grandes temos já feito até hoje, e infelizmente perdidos para a nossa salvação; façâmo-los com finalidade definida, integrados em plano de conjunto, e serão sacrifícios salutares.
«É a ascensão dolorosa dum calvário. Repito; é a ascensão dolorosa dum calvário. No cimo podem morrer os homens, mas redimem-se as pátrias!»

Discursos, I, 1928-193, p. 18