segunda-feira, 18 de junho de 2012

Canecas

Em minha casa gostamos todos de canecas. Não me refiro a canecas de cerveja (prefiro o líquido da garrafa) mas sim às de pequeno almoço. Claro que também servem para beber café ou chá mas geralmente são usadas para beber leite.
Hoje comprei esta:

Passei na FNAC à procura de nada e encontrei esta caneca de que gostei bastante. Trata-se de uma fotografia do Fab Four num dos quase últimos espectáculos na Cavern, em Dezembro de 1962, já depois de publicado o primeiro single. Não foi bem um dos últimos pois eles actuaram aí, pela derradeira vez, em Agosto de 1963.
Já há tempos tinha comprado outra:
Esta tem todas as capas dos LP's além dos símbolos da Apple e do Sgt. Pepper.
Comprei-a para mim mas não resisti quando tive a ideia de a oferecer a uma amiga, que gosta tanto deles como eu.
A coisa engraçada disto é que foi por pura coincidência que comprei a caneca no dia de hoje; Paul McCartney faz neste dia 70 anos.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Sobre os feriados




Vi aqui, finalmente, o que a Assembleia da República aprovou e que diz respeito aos feriados, isto é, àqueles que foram abolidos.
Trata-se de uma alteração ao Código do Trabalho, ao artigo que tem a lista dos feriados nacionais.
Já tinha lido nos jornais e em blogues sobre isto mas nada melhor que ver as coisas onde elas realmente devem estar de forma a não laborar em erro. Nem tudo o que vem nos jornais é verdadeiro; geralmente, trata-se do diz que disse e não do que é.
Mas adiante.
São suprimidos da lista os dias 5 de Outubro e 1 de Dezembro.
Que o Governo queira acabar com alguns deles acho muito bem; sempre pensei que havia demasiados. O curioso nisto é que foram logo aos feriados mais nacionais, os que mais têm que ver com Portugal enquanto Nação, enquanto Estado.
É verdade que o primeiro deles apenas era festejado por ser o dia de uma mudança de regime (algo muito político mas pouco nacional). No entanto, e existem coincidências, foi no dia 5 de Outubro que foi assinada a Convenção de Zamora, pela qual o Reino de Leão e Castela reconheceu a independência de Portugal.
Se em alguma data se podia assinalar o nascimento do País, esta seria ela.
O segundo feriado é, como é sabido, o da restauração da independência, final do domínio filipino.
Portugal voltou a ser um país independente.
O exarcebamento que desta data foi feito no Estado Novo não lhe retira a característica fundamental e que é o seu nacionalismo, um dia intimamente nacional.
Se num dia foi o nascer de Portugal, no outro foi o seu renascer.
E, no entanto, foram mesmo estes dois dias que deixaram de ser feriado!
Cumprirei os feriados e trabalharei nos dois dias indicados; mas que isto me parece um erro político tremendo, parece-me. 

sexta-feira, 11 de maio de 2012

A 4L japonesa

Já não é novidade (2008) mas existe uma empresa japonesa que faz kits de 4L para o Susuki Lapin.
A parte mais parecida é a da frente, com toda a grelha (a incluir os faróis redondos e o emblema da Renault) absolutamente igual, como se pode ver pelas fotografias (tiradas daqui)
Da mesma forma os farolins e os piscas são os da mítica.
O motor tem 550 cm3 e potências de 54cv e 60cv. Isto é um avanço bem grande se tivermos em conta que a R 4 GTL tinha 1100 cm3 e a potência estrondosa de 34cv.
Na parte inferior das portas estão as barras que os últimos modelos passaram também a ter.
A parte de trás já é um bocado bem diferente daquilo que se pretende imitar. Com efeito, a porta traseira, embora seja basculante, não tem um formato completo, quero dizer, toda rectangular.
Mas mesmo assim, os farolins são quase uma réplica.
Os vidros são bem maiores.
Por último, só um pequeno pormenor.
O pisca lateral (coisa que a 4L nem sequer tinha) tem o formato do símbolo da Renault.
Tenho a ideia que a 4L nunca foi comercializada no Japão.
Este facto, por si só, mais valor dá a este kit e a Renault havia de estar orgulhosa desta homenagem.

domingo, 6 de maio de 2012

Na feira do livro

Estive em Lisboa por estes dias e aproveitei para ir à feira do livro.
Há já uns anos que não ia lá e sempre tenho ideia de ter gostado, pelo menos, do passeio.
A ideia mantém-se.
O passeio é bom, o sítio é bonito e agradável. O tempo podia estar melhor mas nem tudo tem que ser perfeito.


A vista também é bonita.
Comprei pouca coisa.
Não ia à procura de nada de especial embora houvesse uma loja que eu queria visitar e que acabei por encontrar.
Comprei três livros do Tintin, um deles a edição em facsímile do Lotus Azul com esta capa:


Comprei outro sobre os barcos que aparecem dos livros deste herói; é semelhante ao dos carros mas, parece-me, mais completo.
Por último, comprei, a pedido, um livros de receitas de bolo de chocolate.
Estava a folhear o livro e deparo-me com uma fotografia na pág. 92.


Claro que achei graça pois não esperava nada esta surpresa.
É melhor começar a comer bolos de chocolate e, se calhar, até fazê-los.

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Uma fotografia

Existe um blog chamado Diário de Lisboa.
É composto só por fotografias de pessoas embora também tenha algumas de ruas de cidade, objectos, montras, etc..
Indicaram-me esse blog por causa de uma fotografia que foi publicada neste post.
Trata-se de um conjunto de fotos em contra luz, em que apenas se vêm os contornos, num entardecer em Belém.
A tal fotografia é esta:
Publico-a aqui apenas por uma singular coincidência.
A rapariga da bicicleta é minha sobrinha.
Estava a passear por aquela zona e o fotógrafo pediu-lhe para fazer esta pose. Ela concordou, claro, e o resultado é o que se vê: uma óptima fotografia de um óptimo modelo.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

A arte do filme

Vi há dias, finalmente, o filme As Aventuras de Tintin. Gostei imenso.
É uma boa mistura de três histórias, é uma boa adaptação ao cinema. Claro que nada pode ser igual aos livros e achei muito bom o enredo criado. 
Porque gostei do filme, comprei o livro a seu respeito.
O livro tem aquela parte que detesto e que é habitual neste material: são todos muito amigos, deram-se todos bem, é toda uma composição de auto-elogio.
Mas tirando isto, que não era surpresa, o livro é interessante.
Mas houve duas coisinhas de que não gostei.
Indicam-se em inglês os cargos das pessoas que nele escrevem, embora no que toque ao produtor e ao director também se faça tal menção em português
Nas pp. 22-23 faz-se um resumo dos três livros que deram origem ao guião mas eles estão pela ordem errada. Isto causa estranheza atendendo à qualidade do autor (ligado à fundação Hergé) mas o certo é que em primeiro lugar deveria surgir O Carangueijo das Tenazes de Ouro, uma vez que foi neste episódio que Tintin e o Capitão se conheceram.
Também podiam saber um bocado mais sobre a criação dos livros.
Na p. 90, está o desenho acima e diz-se que é parecido com o supervisor de design e efeitos especiais da Weta, Richard Taylor. Sem dúvida.
Mas podiam (se calhar, deviam) saber que o caricaturado é Jacques Van Melkebeke, amigo, grande amigo, e colaborador de Hergé.
Mas adiante; gostei de tudo.

Por último: a Bianca Castafiore estava absolutamente divinal!

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Uma paragem

Por estes dias vi no Príncipe Real, Lisboa, uma paragem de autocarros engraçada.
Tanto quanto percebi, não tinha publicidade mas apenas o desenho de uma casa.
O curioso é que tinha uma senhora sentada à espera de autocarro e o resultado dava a impressão que estava mesmo sentada à beira de sua casa, como é hábito em muito boa terra.
Não resisti e tirei a fotografia.
Como estava trânsito a passar e eu próprio estava a andar, não consegui a melhor posição (mais de frente ou mais pelo lado direito de forma a esconder o painel lateral).
Mas fica como está e eu acho que está engraçada.

terça-feira, 20 de março de 2012

Aburguesamento

Depois de 10 anos de 4L e de outros 10 anos de Kangoo, o legítimo sucessor daquela, mudei de carro.
Há 10 anos atrás, vendi a minha terceira 4L e comprei o primeiro Kangoo.
Claro que já foi um avanço enorme. Mais confortável, mais espaçoso, mais, muito mais, seguro, tinha todas as qualidades para ser um bom carro.
E foi.
Mas tem de se reconhecer que é um cubo com rodas.
Agora, comprei este:
Trata-se de um Mitsubishi Lancer 1.6 que tem agora pouco mais de um ano.
Já há tempos que andava à procura deste carro, mais especificamente, do 1.5.
Por puro acaso dei com este com menos de um ano e cerca de menos €6.000 que o preço dele novo.
Isto sim, é uma mudança radical!
Nunca tive um carro tão bom (ou devo dizer fino?), suave de conduzir, muito seguro, cheios de coisas que ainda não conheço bem. Há uma ou outra coisa que num carro destes e nos dias de hoje que ele já poderia ter mas eu estou-me nas tintas. A cavalo dado não se olha o dente e a verdade é que é um carro fantástico.

terça-feira, 6 de março de 2012

Pela Beira

No final de Janeiro fui dar uma volta por parte do distrito de Coimbra.
Apanhei frio como o diabo mas valeu a pena.
Passei por Penalva de Alva, Aldeia das Dez, Sinde, etc..
Fui a um miradouro bem bonito que se chama Varandas de Avô. Fica na Estrada Nacional 230, a seguir a Vila Pouca e antes da Ponte das Três Entradas, mesmo por cima de Avô.
Antes disto, tinha acordado, pelas 7h30m, com esta vista. É o nevoeiro próprio da manhã que sobe do rio conforme o tempo vai aquecendo.
Ao fundo, está a Serra da Estrela, particularmente, as chamadas gargantas de Loriga. 
A serra não tinha neve, claro.
Por último, ainda passei pela Capela dos Mártires, numa terra onde gosto de passar.
O tempo não dá para muito mais mas sempre se aproveitou alguma coisa.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

A campa de Salazar

Fiz um curto passeio por Tábua, Oliveira do Hospital, Santa Comba Dão e Coimbra.
Em Santa Comba, fui de propósito ao Vimieiro ver a terra de Salazar e, claro, a sua campa.
Sabia que era rasa, com uma cruz e as suas iniciais (A.O.S.). Ele podia ser o que queria mas era simples, sem ostentação.
Esperava, pois, campas rasas. Algumas são (as dos familiares mais chegados), a dele não.
São estas.
A do Salazar é a que tem o acrescento, feito por um António Lopes, de Torres Novas, e autorizado, suponho eu, pela Junta de Freguesia. O António Lopes é um fervoroso admirador de Salazar mas isso não justifica que se tire à sua campa a simplicidade que ele queria.
É um horror.
Como se não bastasse aquele acrescento no topo, na parede da frente foi colocada uma laje com dizeres e fotos do ditador.
Nesta laje faz-se menção de que Salazar era o mais humilde, modesto sem igual:
Então, porque estragaram tudo?
Porque não deixaram a campa rasa e simples como ela foi querida e originalmente criada?
Fiquei chocado com o que vi, pareceu-me um contra-senso.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Toponímia eborense

A cidade de Évora é, a todos os títulos, fantástica.
Seja pelas praças, pelas ruas, pelas casas; seja até pelos nomes das ruas.
Na impossibilidade de mostrar todos os nomes, aqui ficam três exemplos.
Não há-de ser difícil a razão deste nome.

Este também é obvio; ou melhor, nem tanto. Na verdade, a rua tem uma pequena inclinação mas daí a chamar-lhe rampa ainda vai um passo bem grande.

Este é só por curiosidade.


Tem graça notar as alterações toponímicas provenientes da república, isto é, os nomes que mudaram porque o regime mudou.
São várias, como é natural. deixo só uma por ser a mais gritante (só por causa do novo nome).
Mas ainda bem que têm o senso de mostrar o nome antigo. seria uma pena se o não fizessem.
Tudo muda mas não se apaga.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Beatles for Sale

Grande livro! Soube dele por aqui e, embora não seja invejoso, fiquei com vontade de o ler.
Trata de todas os discos gravados pelos Beatles. Singles, EP's e LP's. Todos.
Descreve, com bastante pormenor, o modo como a gravação foi feita, descreve os locais onde as músicas foram tocadas ao vivo, etc.. 
Para colecionadores fanáticos, que não é o meu caso, tem os rótulos de cada disco com as diferentes versões, como se de selos se tratasse.
Embora incida fundamentalmente sobre a discografia inglesa, tem imensos pormenores sobre as edições estrangeiras, desde logo as (e falo no plural, pelo menos nos primeiros tempos) americanas.
Na página 253 tem a capa de um EP que foi publicado em Portugal em 1969 e de que já falei aqui.
Enfim, isto é bom para quem gosta muito.

Já tenho dois Zippos dos Beatles.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Bruegel, o Velho

Gosto imenso deste pintor holandês do séc. XVI.
Comecei a ter interesse por ele, embora já conhecesse alguns quadros (de livros, claro), quando comprei um puzzle com o Recenseamento de Belém.
Num jogo destes apercebemo-nos bem dos pormenores do desenho, das figuras, dos objectos, de todo o cenário.
Um dos quadros onde se nota a riqueza de pormenor é, a meu ver, na Torre de Babel.
É o aqueduto que passa na orla da cidade, uma pequena ponte onde passa uma carroça, as máquinas (guindastes e gruas) que são usadas para fazer a torre. Por fim, e para acabar, são os barcos junto à base da torre, se calhar para levar materiais para a obra.
Estes detalhes, embora pequenos, não são apagados pela imensidão da construção nem pela presença do rei e seu séquito.
Outros quadros existem e, claro, muito bons. Talvez os mais bonitos sejam O Triunfo da Morte e Os Caçadores na Neve.
Mas existem outros.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Primeiras máquinas

Quando comprei a minha primeira máquina fotográfica tinha acabado de saber que iria viver para Trás-os-Montes. Foi por esta razão, aliás, que a comprei. Não conhecia a região mas tinha ouvido dizer que era muito bonita.
Como não percebia nada de nada, fui a uma loja e pedi uma máquina que fizesse tudo.
Venderam-me esta:
Era uma Fuji DL-150 que, na verdade, fazia tudo. Automática, com poucos botões e até enrolava o rolo sozinha! 
Fartei-me de tirar fotografias com ela; muitas das que estão publicadas aqui são desta máquina.
Dois anos depois soube que a próxima terra seria a Ribeira Grande. Exactamente pelos mesmos motivos (não conhecia os Açores mas sabia que era muito bonito) achei que era altura de comprar uma máquina nova, que fizesse um pouco mais que a Fuji.
Estavam na moda as chamadas máquinas compactas e optei por esta:
Uma Pentax Zoom 105 R.
Era uma evolução!
Ao princípio, poucas fotografias tirei com ela porque logo num dos primeiros passeios à Lagoa do Fogo esqueci-me dela num miradouro (o que tem a hélice). Quando dei conta, voltei logo lá mas a máquina já não estava.
Valeu-me, de novo, a Fuji até arranjar outra Pentax igual.
Já não tenho nenhuma delas; a primeira dei-a e a segunda... não faço ideia.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Dicionário do Tintin

Já há uns tempos escrevi aqui sobre um livro que se chama Dicionário dos Nomes Próprios do Tintin. Contudo, quase nada disse sobre o livro.
Uma recente conversa com o blog Leituras do Pedro obrigou-me, felizmente, a dar mais atenção à descrição deste livro.

O primeiro título é: De Abdallah à Zorrino, seguido de Dictionnaire des Nomes Propres de Tintin. É publicado pela Casterman e a 2.ª ed., a que eu tenho, é de 1992 (ISBN 2-203-01711-2).

O seu índice é, basicamente, o seguinte: (1.º) todos os nomes e (2.º) anexos e complementos.

Dentro do primeiro grupo está tudo que seja nome citado nos livros (e refiro-me aos ditos livros canónicos, ou seja, sem o País dos Sovietes e Alpha-Art) mesmo que sejam apenas nomes passivos (pessoas que foram chamadas). A melhor para mim é a do Olson; é um nome que aparece numa mala de porão e mais nada; mas está identificada (p. 172). Também há vários Tom's.  Por aqui se vê a minúcia do livro. Também aparecem os nomes dos cavalos em que Wagner  (As Jóias de Castafiore) aposta (Sara, p. 196, Oriana, p. 172, e Semiramis, p. 198).
Em relação a cada nome está a indicação da primeira vez que ele aparece bem como a primeira vez (se for o caso) em que aparece o desenho da pessoa mencionada.
Ainda na primeira parte estão destacadas algumas personagens fundamentais (por ordem alfabética, tal como está no livro): Dupond(t), Haddock, Milu, Tintin e Tournesol.

Na segunda parte estão nomes de personagens que existiram e que são mencionadas em ao longo dos livros (p. ex., Diógenes, Sacha Guitry, Napoleão), nomes de lugares exclusivos do mundo Tintin (p. ex. Sildávia, Moulinsart, Redskincity), nomes comerciais e nomes de navios e de jornais.
É todo um mundo.

Eu leio este livro pelo menos duas vezes por mês e só porque gosto e, principalmente, gosto de o acompanhar com os álbuns.