domingo, 26 de agosto de 2012

No poço dos monços

Fica situado, mais ou menos, em 39º26'04'' N 31º13'56'' O.
Nele desemboca uma ribeira que cai por uma cascata bem alta, como, creio, se pode aperceber pela fotografia:
O acesso não é difícil mas é cansativo. Temos de andar, geralmente, por um trilho mais ou menos escondido, mas também temos de passar por um zona com muita turfa alta. Isto significa que temos de estar sempre a levantar e a baixar as pernas, como se de uma marcha de ganso se tratasse.
Mas vale a pena o passeio quanto mais não seja pela beleza da cascata e do poço:
O pior é, claro, que a água é gelada como é próprio de uma ribeira e difícil de nadar nela porque é água doce.
Não vale pelo banho; vale mesmo é pelo lugar.

domingo, 19 de agosto de 2012

O meu iBag

Geralmente carregamos muitos objectos conosco; é a carteira, o telefone, as chaves e tudo o mais que se possa imaginar.
Não damos conta disso porque temos bolsos para neles colocar essas coisas todas.
Mas no Verão a situação torna-se diferente.
Se por um lado, usa-se, geralmente, uns calções com vários bolsos, por outro usamos T-shirts sem bolsos.
Ou seja, fica tudo atravancado.
Por isso, arranjei um iBag:
É fácil de usar, leva muita coisa, cabe lá tudo; enfim, só vantagens.
Eu sei que existem outros mais estilosos mas este tem a qualidade de se poder conseguir em qualquer sítio e de não ser caro.
É muito simples trabalhar com ele.
Para desbloquear, basta afastar as alças uma da outra. Logo fica aberto e podemos tirar ou colocar as coisas que quisermos. Para bloquear, é só juntar as alças.
Para desligar completamente, juntam-se as alças e dão-se umas voltas com a base do iBag, ficando ele com o seguinte aspecto:
Simples, não é?
Por último, é muito fácil personalizarmos o iBag. As capas existem em grande número e são de borla.

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Um livro engraçado

Trata-se de um livro recente, de 2011, que tem por objectivo contabilizar os mortos das guerras conhecidas.
Nesta guerra ou naquela, quantas pessoas morreram? Qual foi a guerra mais mortífera?
Em termos singulares, qual foi o governante que matou mais? E qual foi a ideologia cuja prática causou mais mortes?
Começa com a Segunda Guerra Pérsica e termina com a Segunda Guerra do Congo.
Sem grandes surpresas, constata-se que a 2.ª Guerra Mundial foi a que causou maior número de mortos, seja em combate, seja noutras circunstâncias (fome, campos de concentração, etc.).
Também se toma boa nota de que a ideologia que mais gente matou foi o comunismo.
É um livro que se lê facilmente, bem escrito (embora com uma revisão por vezes pouco cuidada) e certeiro em alguns pontos.
Pode ser lida aqui uma crítica do livro.
Mesmo que não seja o supra sumo da exactidão, os seus números não andarão longe da verdade.

sábado, 14 de julho de 2012

Wolf 3D

Este é um dos melhores jogos de sempre; pelo menos para mim.
Pode não ser o melhor, claro, mas é o que começou o mundo dos jogos FPS para PC.
Todos os outros vêm na sequência deste.
Foi feito pela ID Software, a mesma empresa que fez, mais tarde, o Doom, Doom 2, e Final Doom.
Em 2004, com recursos a muitas novas tecnologias, fez o Doom 3, ainda hoje um jogo espectacular.
Pode ser visto, completo, aqui.
Mas o inicial é sempre o Wolf 3D.
Há já bastante tempo que o queria jogar outra vez e fiquei bem contente quando soube que existe uma versão para o iPad.
Existe uma versão, não; é mesmo o jogo original, todo completo e ainda com alguns episódios do Spear of Destiny.
Claro que já fiz os níveis todos mas ainda assim há alguns que não consigo completar (descobrir todos os segredos, matar todos os inimigos e apanhar todos os tesouros).

quarta-feira, 4 de julho de 2012

DHP


O mui republicano Dicionário de História de Portugal, dirigido por Joel Serrão, continua a ser uma grande ferramenta de ensino e de curiosidade.
É o primeiro do género em Portugal e ainda é uma obra de vulto. Claro que entretanto ultrapassada mas a verdade é que muitas das bases estão aqui.
Mais recentemente surgiram três volumes de suplemento que tratam dos acontecimentos desde a Ditadura Militar até ao presente. Tem bons artigos; um deles, sobre Marcello Caetano, deve ser a única coisa de jeito que o Vasco Pulido Valente escreveu.
Por baixo estão uns carrinhos que vou juntando pelas bombas de gasolina. Apenas não tive o Dyane; mas, também, para quem teve três 4 L o que é que isso interessa?

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Humor alentejano

Todos conhecem anedotas de alentejanos.
Ou porque são lentos a agir e a pensar, ou porque são rápidos a responder, ou porque são parados, etc.
Geralmente, os alentejanos saem a ganhar nas anedotas, mais ainda quando o confronto é com um lisboeta.
Mas onde eles têm mesmo sentido de humor é na sua gastronomia, por incrível que pareça.
O Alentejo esteve cerca de cinco séculos sob domínio muçulmano e, claro, sujeitos às leis do Islão.
Umas vezes a bem, outras a mal, foram todos vivendo sob esta lei.
Como é sabido, o islamismo (tal como o judaísmo) proíbe que se coma carne de porco.
E como é sabido também, os alentejanos adoram carne de porco!
É as migas, os pézinhos de coentrada, os secretos e as bochechas de porco preto, e o que mais houver.
Parece-me genial esta amostra de humor por parte de quem, durante tanto tempo, estava impedido de comer porco.
Ou será só uma vingança?

A fotografia é daqui.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Canecas

Em minha casa gostamos todos de canecas. Não me refiro a canecas de cerveja (prefiro o líquido da garrafa) mas sim às de pequeno almoço. Claro que também servem para beber café ou chá mas geralmente são usadas para beber leite.
Hoje comprei esta:

Passei na FNAC à procura de nada e encontrei esta caneca de que gostei bastante. Trata-se de uma fotografia do Fab Four num dos quase últimos espectáculos na Cavern, em Dezembro de 1962, já depois de publicado o primeiro single. Não foi bem um dos últimos pois eles actuaram aí, pela derradeira vez, em Agosto de 1963.
Já há tempos tinha comprado outra:
Esta tem todas as capas dos LP's além dos símbolos da Apple e do Sgt. Pepper.
Comprei-a para mim mas não resisti quando tive a ideia de a oferecer a uma amiga, que gosta tanto deles como eu.
A coisa engraçada disto é que foi por pura coincidência que comprei a caneca no dia de hoje; Paul McCartney faz neste dia 70 anos.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Sobre os feriados




Vi aqui, finalmente, o que a Assembleia da República aprovou e que diz respeito aos feriados, isto é, àqueles que foram abolidos.
Trata-se de uma alteração ao Código do Trabalho, ao artigo que tem a lista dos feriados nacionais.
Já tinha lido nos jornais e em blogues sobre isto mas nada melhor que ver as coisas onde elas realmente devem estar de forma a não laborar em erro. Nem tudo o que vem nos jornais é verdadeiro; geralmente, trata-se do diz que disse e não do que é.
Mas adiante.
São suprimidos da lista os dias 5 de Outubro e 1 de Dezembro.
Que o Governo queira acabar com alguns deles acho muito bem; sempre pensei que havia demasiados. O curioso nisto é que foram logo aos feriados mais nacionais, os que mais têm que ver com Portugal enquanto Nação, enquanto Estado.
É verdade que o primeiro deles apenas era festejado por ser o dia de uma mudança de regime (algo muito político mas pouco nacional). No entanto, e existem coincidências, foi no dia 5 de Outubro que foi assinada a Convenção de Zamora, pela qual o Reino de Leão e Castela reconheceu a independência de Portugal.
Se em alguma data se podia assinalar o nascimento do País, esta seria ela.
O segundo feriado é, como é sabido, o da restauração da independência, final do domínio filipino.
Portugal voltou a ser um país independente.
O exarcebamento que desta data foi feito no Estado Novo não lhe retira a característica fundamental e que é o seu nacionalismo, um dia intimamente nacional.
Se num dia foi o nascer de Portugal, no outro foi o seu renascer.
E, no entanto, foram mesmo estes dois dias que deixaram de ser feriado!
Cumprirei os feriados e trabalharei nos dois dias indicados; mas que isto me parece um erro político tremendo, parece-me. 

sexta-feira, 11 de maio de 2012

A 4L japonesa

Já não é novidade (2008) mas existe uma empresa japonesa que faz kits de 4L para o Susuki Lapin.
A parte mais parecida é a da frente, com toda a grelha (a incluir os faróis redondos e o emblema da Renault) absolutamente igual, como se pode ver pelas fotografias (tiradas daqui)
Da mesma forma os farolins e os piscas são os da mítica.
O motor tem 550 cm3 e potências de 54cv e 60cv. Isto é um avanço bem grande se tivermos em conta que a R 4 GTL tinha 1100 cm3 e a potência estrondosa de 34cv.
Na parte inferior das portas estão as barras que os últimos modelos passaram também a ter.
A parte de trás já é um bocado bem diferente daquilo que se pretende imitar. Com efeito, a porta traseira, embora seja basculante, não tem um formato completo, quero dizer, toda rectangular.
Mas mesmo assim, os farolins são quase uma réplica.
Os vidros são bem maiores.
Por último, só um pequeno pormenor.
O pisca lateral (coisa que a 4L nem sequer tinha) tem o formato do símbolo da Renault.
Tenho a ideia que a 4L nunca foi comercializada no Japão.
Este facto, por si só, mais valor dá a este kit e a Renault havia de estar orgulhosa desta homenagem.

domingo, 6 de maio de 2012

Na feira do livro

Estive em Lisboa por estes dias e aproveitei para ir à feira do livro.
Há já uns anos que não ia lá e sempre tenho ideia de ter gostado, pelo menos, do passeio.
A ideia mantém-se.
O passeio é bom, o sítio é bonito e agradável. O tempo podia estar melhor mas nem tudo tem que ser perfeito.


A vista também é bonita.
Comprei pouca coisa.
Não ia à procura de nada de especial embora houvesse uma loja que eu queria visitar e que acabei por encontrar.
Comprei três livros do Tintin, um deles a edição em facsímile do Lotus Azul com esta capa:


Comprei outro sobre os barcos que aparecem dos livros deste herói; é semelhante ao dos carros mas, parece-me, mais completo.
Por último, comprei, a pedido, um livros de receitas de bolo de chocolate.
Estava a folhear o livro e deparo-me com uma fotografia na pág. 92.


Claro que achei graça pois não esperava nada esta surpresa.
É melhor começar a comer bolos de chocolate e, se calhar, até fazê-los.

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Uma fotografia

Existe um blog chamado Diário de Lisboa.
É composto só por fotografias de pessoas embora também tenha algumas de ruas de cidade, objectos, montras, etc..
Indicaram-me esse blog por causa de uma fotografia que foi publicada neste post.
Trata-se de um conjunto de fotos em contra luz, em que apenas se vêm os contornos, num entardecer em Belém.
A tal fotografia é esta:
Publico-a aqui apenas por uma singular coincidência.
A rapariga da bicicleta é minha sobrinha.
Estava a passear por aquela zona e o fotógrafo pediu-lhe para fazer esta pose. Ela concordou, claro, e o resultado é o que se vê: uma óptima fotografia de um óptimo modelo.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

A arte do filme

Vi há dias, finalmente, o filme As Aventuras de Tintin. Gostei imenso.
É uma boa mistura de três histórias, é uma boa adaptação ao cinema. Claro que nada pode ser igual aos livros e achei muito bom o enredo criado. 
Porque gostei do filme, comprei o livro a seu respeito.
O livro tem aquela parte que detesto e que é habitual neste material: são todos muito amigos, deram-se todos bem, é toda uma composição de auto-elogio.
Mas tirando isto, que não era surpresa, o livro é interessante.
Mas houve duas coisinhas de que não gostei.
Indicam-se em inglês os cargos das pessoas que nele escrevem, embora no que toque ao produtor e ao director também se faça tal menção em português
Nas pp. 22-23 faz-se um resumo dos três livros que deram origem ao guião mas eles estão pela ordem errada. Isto causa estranheza atendendo à qualidade do autor (ligado à fundação Hergé) mas o certo é que em primeiro lugar deveria surgir O Carangueijo das Tenazes de Ouro, uma vez que foi neste episódio que Tintin e o Capitão se conheceram.
Também podiam saber um bocado mais sobre a criação dos livros.
Na p. 90, está o desenho acima e diz-se que é parecido com o supervisor de design e efeitos especiais da Weta, Richard Taylor. Sem dúvida.
Mas podiam (se calhar, deviam) saber que o caricaturado é Jacques Van Melkebeke, amigo, grande amigo, e colaborador de Hergé.
Mas adiante; gostei de tudo.

Por último: a Bianca Castafiore estava absolutamente divinal!

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Uma paragem

Por estes dias vi no Príncipe Real, Lisboa, uma paragem de autocarros engraçada.
Tanto quanto percebi, não tinha publicidade mas apenas o desenho de uma casa.
O curioso é que tinha uma senhora sentada à espera de autocarro e o resultado dava a impressão que estava mesmo sentada à beira de sua casa, como é hábito em muito boa terra.
Não resisti e tirei a fotografia.
Como estava trânsito a passar e eu próprio estava a andar, não consegui a melhor posição (mais de frente ou mais pelo lado direito de forma a esconder o painel lateral).
Mas fica como está e eu acho que está engraçada.

terça-feira, 20 de março de 2012

Aburguesamento

Depois de 10 anos de 4L e de outros 10 anos de Kangoo, o legítimo sucessor daquela, mudei de carro.
Há 10 anos atrás, vendi a minha terceira 4L e comprei o primeiro Kangoo.
Claro que já foi um avanço enorme. Mais confortável, mais espaçoso, mais, muito mais, seguro, tinha todas as qualidades para ser um bom carro.
E foi.
Mas tem de se reconhecer que é um cubo com rodas.
Agora, comprei este:
Trata-se de um Mitsubishi Lancer 1.6 que tem agora pouco mais de um ano.
Já há tempos que andava à procura deste carro, mais especificamente, do 1.5.
Por puro acaso dei com este com menos de um ano e cerca de menos €6.000 que o preço dele novo.
Isto sim, é uma mudança radical!
Nunca tive um carro tão bom (ou devo dizer fino?), suave de conduzir, muito seguro, cheios de coisas que ainda não conheço bem. Há uma ou outra coisa que num carro destes e nos dias de hoje que ele já poderia ter mas eu estou-me nas tintas. A cavalo dado não se olha o dente e a verdade é que é um carro fantástico.

terça-feira, 6 de março de 2012

Pela Beira

No final de Janeiro fui dar uma volta por parte do distrito de Coimbra.
Apanhei frio como o diabo mas valeu a pena.
Passei por Penalva de Alva, Aldeia das Dez, Sinde, etc..
Fui a um miradouro bem bonito que se chama Varandas de Avô. Fica na Estrada Nacional 230, a seguir a Vila Pouca e antes da Ponte das Três Entradas, mesmo por cima de Avô.
Antes disto, tinha acordado, pelas 7h30m, com esta vista. É o nevoeiro próprio da manhã que sobe do rio conforme o tempo vai aquecendo.
Ao fundo, está a Serra da Estrela, particularmente, as chamadas gargantas de Loriga. 
A serra não tinha neve, claro.
Por último, ainda passei pela Capela dos Mártires, numa terra onde gosto de passar.
O tempo não dá para muito mais mas sempre se aproveitou alguma coisa.