sábado, 30 de março de 2013

Hora de Verão

Vai mudar a hora, ou seja, muito simplesmente, adiantar o relógio uma hora.
Isto significa que o dia vai ter mais luz, pelo ponto de vista do relógio.
Não sei, e muita gente não sabe, se isto é bom ou não para a economia, sendo que este é um dos pretextos para esta mudança.
O que eu sei é que é muito bom para a saúde, desde logo para a minha.
Chegar ao final de Outubro e o dia, a luz do dia acabar de repente às 17h é mau de mais para qualquer espírito que goste das coisas claras.
Temos que esperar dois meses para acompanhar o ditado: Janeiro fora, cresce uma hora.
Mas todo o ciclo tem a sua volta e agora preparamo-nos para um de luz, o do Verão.
Ainda bem!

quinta-feira, 21 de março de 2013

Promessa cumprida

Todos sabem que os políticos, em eleições, não cumprem as promessas que fazem. Mas a verdade é que não deixam de as fazer.
Desde as mais mirabolantes até às mais plausíveis; tudo o que for preciso para ganhar o voto, tudo para garantir que o seu governo será muito melhor que o anterior.
É claro que isto implica  a mentira no seu melhor e todos nós só tínhamos que saber o que se vai passar a seguir.
A promessa básica, obrigatória, é a de baixar os impostos ou, pelo menos, não os aumentar. Esta é a típica, aquela por que todas as pessoas esperam.
No entanto, e isto vem a propósito da notícia de um novo comentador político, houve um que fez uma promessa e a cumpriu.

Tanto a cumpriu que se foi embora para outro lado.
Agora volta nas vestes de ex-politico, como se nem sequer tivesse sido governante, para comentar o que se passa com a sua visão de pessoa (experiente) que esteve por dentro dos assuntos da colectividade.


sexta-feira, 8 de março de 2013

Faces


É o nome de um album de Shawn Philips, datado de 1972.
Recordo-me de o ter por casa (nem sei de quem era) e de o ouvir regularmente.
Não é um disco muito conhecido; estou certo até que se perguntar a 100 pessoas, nenhuma delas o conhecerá.
Mas é um muito bom trabalho.
A minha favorita é a primeira música, Landscape; tem um poema engraçado e toda ela é um crescendo de sons. Começa muito calma e simplesmente e depois vai evoluindo para algo mais forte, mais agressivo.
Vale a pena ouvi-la:
Espero que gostem.

A letra é esta:
Level upon level of wash and stone
Cab drivers yelling that each one, each one's alone
A forced-up smile when casting your eyes
Insanity reigns on streets of no size
High crumbling walls of stones that have seen
The rigors of war and have never been cleaned
A modern pay turnpike in midst of it all
While an old woman works in a garden with trowel
Trees are just blooming, I've come just in time
Purple spring flowers in rebirth pantomime
A miniature red castle in black craggy pass
Jig-saw puzzle houses the resultants of mass
The top of a mountain cut off by the mist
And a white serene temple in space does exist
The lemon trees, oranges, and cactus alike
The growth of a vineyard with grapes not yet ripe
A truck is forced off as big as a house
While dawdling along like a little green mouse
A long sweeping view expounds my belief
And clear restless water with an absence of reef
Evolutions and cycles we come face to face
While foliage drifts in green filmy lace
Now rough and then coarse soon velvet to touch
Octagonal mosaic on a church that is such
And columns of clouds go boiling across
The mountains that stop them and suffer no loss
Head reeling cliffs that fall down to sea
While people are sleeping they hang peacefully
But the trucks rolling blindly are waking them up
To talk quietly murmuring over the morning's first cup
Arches and steps are seen everywhere
Manmade and Godmade and one made of air
The essence of time is virtually gone
Day goes and night comes, I breathe up my lawn
Buona sera, buona sera is a faithful reply
From any stranger you pass who catches your eye
And pinpoints of brilliance, some moving, some still
Are caught in the glass of my window sill
The pinpoints I mentioned I don't speak of stars
But then, think again, it's funny they are
Stars made by man who himself is a star
If only he'd realize the powers that are
And all he's got to do is lay down and play dead
And now looky here Vesuvius looms overhead

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Bom livro

Só há dias comecei a ler este livro.
Tanto quanto me apercebi, ele não foi bem-vindo de tal ordem que a edição esgotou no dia da apresentação. Dizem as velhas que o mais interessado em que o não lessem foi quem o comprou todo.
Não sei nem isso é do meu interesse.
Existe uma versão na internet, aliás, uma cópia na internet onde ele pode ser lido. 
Eu, infelizmente, prefiro o papel.
Vou a meio do livro o que quer dizer que ainda não cheguei à parte de Macau e da Emadio. Vou começar a leitura do capítulo VII.
Até já gostei de ler embora o autor use constantemente o futuro condicional em vez do presente ou do pretérito. Ele não escreve "Fulano disse" mas sim, para significar o mesmo, "Fulano diria". Até se apanhar este jeito de linguagem, estranha-se; mas depois, como tudo, siga a marinha.
Quanto ao conteúdo, é política pura e simples. 
A política e o dinheiro (nada disto tendo que ver com trabalho) sempre se deram bem; não podemos é perguntar pelas respectivas famílias.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

A Guerra das Maçãs

É sabido que em Inglaterra, no séc. XV, aconteceu uma disputa pelo trono do reino entre as casas de Lancaster e de York.
Por causa dos respectivos símbolos heráldicos, ficou conhecida como a Guerra das Rosas.
Se existiu uma coisa destas, porque não havia de existir uma Guerra das Maçãs?
Pois ela existe:
É capaz de não ser uma guerra muito sangrenta mas deve ser cara.
Os adversários são a Apple Computer e a Apple Corps.
Pode ver-se um resumo destas batalhas aqui; como é mesmo muito resumido, é melhor seguir alguns dos links que lá estão indicados.

Como é óbvio, eu não tenho nada que ver com este assunto mas sou partidário dos dois lados.
Primeiro, sou fanático pelos Beatles; depois, tenho um MacBook de há uns tempos para cá.
Claro que não quero disputas e por isso decidi fazer isto:
Os autocolantes da Apple Corps são do primeiro e do último single dos Beatles na sua marca (Hey Jude e Let It Be).
Acho que assim há um bocadinho de paz.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Os meus puzzles

Trata-se de um passatempo que me fascina de há vários anos para cá.
Vou-os comprando de tempos em tempos. Monto-os, desfaço-os e volto a montá-los quando me apetece.

Tenho os puzzles mais ou menos arrumados numas estantes metálicas, uns por cima dos outros junto com outras coisas que por vezes nem sei o que lá estão a fazer.
Devo ter cerca de 30 puzzles, desde as 500 peças (só um) até 5.000 (vários). Acho que a melhor medida é os 3.000. Não são muito grandes e dão luta bastante.


Tenho um com o Jardim das Delícias, de Hieronymus Bosch. Difícil de fazer como o diabo, principalmente por causa da barra inferior e da assinatura. Mas, claro, é fascinante. Tal como é o Recenseamento de Belém, de Bruegel, o Velho.
De mapas, então, devo ter meia dúzia. Gosto de quaisquer mapas mas os antigos são os mais engraçados.
Neste Natal ofereceram-me um de Paris:
Muito bonito mas estupidamente chato de fazer. Este puzzle tem 3.000 peças o que não é nada bom para aquele céu nem para a torre de alta tensão (como ouvi chamar num programa inglês) que os franceses têm lá.
Há-de fazer como os outros: com paciência, melhor dizendo, com muita paciência.
É claro que enquanto o estiver a fazer, hei-de rogar pragas constantemente a quem mo deu.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

A finar-se

Na próxima 6.ª-feira fará 19 anos que comprei uma aparelhagem boa.
Tinha uma que não era nenhum topo de gama, pelo contrário. Mas serviu durante um anos até surgir aquela que eu queria.
Trata-se de uma Sony LBT-D709CD:
Era um portento!
Tinha leitor de CD, radio, pré-amplificador e amplificador, bem como um duplo deck de cassettes.
Fartou-se de trabalhar ao longo destes anos e sempre bem.
Mas ultimamente parece que quer ir embora. Outro dia pus um CD e ela estava sempre a mudar do leitor para o radio, o que significa que alguma coisa está mal.
Um dos decks de cassettes também já está partido.
Também é verdade que já não a uso muito por falta de tempo e por demasiada digitalização. O progresso, como é sabido, não traz só vantagens.
Não a consigo vender (se calhar também não quero muito) porque não tenho quem a compre.

Nesta foto acima, que foi tirada daqui, pode ver-se melhor a aparelhagem e apreciar a sua beleza.
É porque era mesmo um modelo bem bonito.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Dia de Amigos

Hoje é dia de amigos e não estou lá.
Paciência.
Já o ano passado não estive.
Fica para o ano.

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Genial


Não gosto de música clássica.
Não fui educado nela, não tenho o hábito de a ouvir e nem sequer gosto.
Mas uma vez comprei a 9.ª Sinfonia de Beethoven e apenas porque sempre tinha lido que era o melhor trabalho musical de sempre e de todos os estilos.
Além disso, e confirmando essas leituras, soube que o CD, quando foi inventado, também foi pensado para ter uma capacidade suficiente onde coubesse a 9.ª sinfonia.
Isto não é feito por acaso, é o reconhecimento expresso da importância da peça.
Mas lá comprei o disco.
Claro que fiquei fascinado; mas mais que isso, fiquei foi cilindrado pelo segundo movimento, molto vivace.
É de uma pessoa se encostar à parede!
Nunca ouvi nada tão genial, nada que tão bem merecesse os encómios que lhe atribuem.





Mas, tirando isto, continuo a não gostar de música clássica; prefiro os clássicos (Beatles, etc.).

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Presépios

São como os chapéus: há muitos.
Neste blog, já inactivo, podem ver-se vários.
Vou postar aqui três que vi em casas por onde passei.
São todos diferentes mas engraçados.
Para mim, o mais giro é o último.
Primeiro, o da playmobil:



Não fazia ideia de que houvesse este modelo, mas .
O fio de luzes LED dá-lhe um ar frio mas bonito.

Outro é muito tradicional:



Tem só a curiosidade de a gruta ser feita com basalto.

Por último, o do aquário.
Acho este muito engraçado:
O presépio está mesmo dentro do aquário!
E os peixes também!

Como é próprio de uma caixa destas, com água, a vista dela de vários ângulos traz efeitos surpreendentes.
Por hoje, chega.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Arrepios

Claro que tudo pode acontecer. Até isto não será invulgar:
Como não será invulgar que pessoas se matem com medo do que por aí pode vir.
Por mim, se é para acabar com o mundo, prefiro o Grande Botão Vermelho.
É divertido e não magoa.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Grândola

Morei nesta terra duas vezes.
Da primeira, de Outubro a Junho, altura em que fui para Paredes.
Passados uns anos, voltei a lá morar, de Setembro a Abril (fui, então, para a Ribeira Grande).
Já conhecia o Alentejo, particularmente esta zona.
Gostei imenso tal como ainda hoje gosto.
Embora morasse em Grândola, trabalhava em Santiago; ia e vinha (primeiro na Mini Ima e depois na 4L) todos os dias o que foi bem útil para aprender a conduzir. Seguia sempre pela serra pois tinha menos trânsito e mais curvas.
Da segunda vez já trabalhava mesmo na terra pelo que andava menos. 
Mas, ainda assim, fartei-me de correr aqueles caminhos. 

Actualmente, vou lá poucas vezes mas ainda gosto de sentir aquele calor de Verão, calmo, pachorrento.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

A realidade da aparência


É conhecida a expressão, de um discurso de Salazar, de que em política o que parece é.
A frase não é bem esta e não vem mal ao mundo citá-la integralmente.
É de um discurso de Março de 1938, proferido por ocasião da posse dos dirigentes das Comissões da UN (Central, Executiva, Junta Consultiva e Propaganda). Este discurso está publicado no vol. III, a páginas 25-38.
A frase é esta (p. 27):
"A verdade porém é que polìticamente tudo o que parece é, quere dizer, as mentiras, as ficções, os receios, mesmo injustificados, criam estados de espírito que são realidades políticas: sobre elas, com elas e contra elas se tem de governar".

A imagem, porque não tive paciência para copiar a capa do livro que eu tenho, é daqui.


sábado, 24 de novembro de 2012

Os meus Zippos

dois anos cansei-me de comprar isqueiros que não prestavam.
Decidi-me por arranjar um Zippo.
Logo uns amigos ofereceram-se dois (um é uma réplica do original de 1932).
Depois, muito simplesmente, comecei a comprá-los conforme o tema.
Agora tenho estes:
São dez  e ainda falta um que está fora de casa.
Gosto deles todos mas mais dos dos Beatles e o de ouro que me foi oferecido recentemente.
Tanto quanto sei, trata-se de uma edição limitada que um amigo conseguiu comprar no ebay.
Embora tenha procurado textos sobre ele, não encontrei nada.

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Perto de Montemor

Nos meus passeios para Évora, às vezes paro nas áreas de serviço para tomar um café e fumar um cigarro.
Não tenho um local de preferência, pode ser um qualquer.
Outro dia parei na área de serviço de Montemor-o-Novo e deparei-me com uma estátua em que nunca tinha reparado:
Chama-se O Conquistador e é da autoria de Jorge Pé-Curto.
À primeira vista é uma estátua esquisita, surpreendente. Mas olhando para ela de vários pontos, olhando para ela várias vezes, acaba-se por gostar.
O que é desconcertante nela, a meu ver e num primeiro contacto, é o facto de ter duas cabeças ou, pelo menos, assim parecer.
O guerreiro está com uma cara séria, determinada. A outra cara, que seria, eventualmente, uma cota de malha, pelo contrário, é sorridente, pacífica. Parece que está consolado.
Procurei coisas sobre o autor e encontrei isto e isto.
O primeiro é um conjunto de trabalhos do escultor, todos na mesma linha estética.
O outro é um texto sobre o autor (tem um erro tolo ao dizer que é em plena A-2; claro que não é e um mínimo de cuidado imporia que se dissesse que é na A-6).
Mas isto agora não interessa nada.
Vale a pena passar pelo local.