quinta-feira, 23 de agosto de 2007

A bola

Recomeçou a bola, ou seja, o campeonato da desonestidade, da animalidade e da venalidade.
Parece que começou bem: o Sporting e o Porto perderam o seu melhor reforço e a selecção empatou.
Por mim só quero isto: que as equipes da Liga empatem todas umas com as outras, que as equipes que joguem na Europa percam sempre e que a selecção perca sempre.
Talvez assim olhem um bocado para si mesmos e tenham vergonha na cara.

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

Ainda o polvo

Apenas uma nota:
- o tacho não leva água.
Bom apetite!

quarta-feira, 25 de julho de 2007

Polvo cozido

1 polvo fresco
1 cebola
Colocam-se o polvo e a cebola num tacho tapado.
Vai ao lume do fogão.
Quando a cebola estiver cozida, o polvo também está.

terça-feira, 17 de julho de 2007

 
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Bíblia

A capa do livro é igual à de outro livro qualquer. Mas o aviso é diferente e extremamente sério. O que acontece é que os ocidentais só sabem o que aprendem na catequese, o que é pouco; muito pouco. O Nonato ficou ofendido mas sem razão. É preciso ler o Antigo Testamento, que, ao fim e ao cabo, é só a história mistificada de um pequeno povo de uma pequena área da Ásia Menor. Foi uma história atroz, a frase mais comum foi «passaram a cidade a fio de espada».
Enfim, coisas.
Claro que o livro merece o rótulo que tem.

quarta-feira, 4 de julho de 2007

Eça (nos blogues)

Já vi, várias vezes e com retrato e tudo, uma citação do Eça de Queiroz retirada de O Conde d’Abranhos. Na edição que eu tenho, e que será a mais comum (Livros do Brasil), tal citação vem na p. 114.
Reproduzo o parágrafo:
«Mas o Globo, jornal do Governo, teve esta saída resplandecente: “O Estandarte, jornal dos Bexigosos, escreve no seu artigo de ontem: ‘O governo não há-de cair — porque não é um edifício. Tem de sair com benzina — porque é uma nódoa!’ Este plágio é torpe: aquela frase foi escrita por nós, ipsis verbis, no n.º 1214 deste jornal, na ocasião em que os Bexigosos elegeram a câmara passada.»
Contudo, é muito mais interessante o conto que, na referida edição, se segue. Chama-se A Catástrofe (p. 195 e segs.).
Neste conto, Portugal é invadido por um país estrangeiro e onde antes, na actual Praça do Município, em Lisboa, estava um soldado português, agora está outro.
Apenas interessa sublinhar a caracterização que Eça faz do povo português: as fraquezas estão todas lá, as negligências, a confiança em que os outros farão o que é nossa obrigação fazer, o governo que «devia ser o agricultor, o industrial, o comerciante, o filósofo, o sacerdote, o pintor, o arquitecto — tudo!». E mais alguma coisa.
Só uma coisa falha neste portuguesismo psicológico: o optimismo final.
Mas esse, será para outros.

quarta-feira, 27 de junho de 2007

Bacalhau tremido

Ingredientes
5 ou 6 postas de bacalhau
azeite
alho
4 ou 5 homens fortes de braços

Colocam-se as postas num tabuleiro de forno e cobrem-se com azeite. Põe-se alho picado por cima.
Vai ao lume do fogão mas sem nunca pousar o tabuleiro; agita-se o tabuleiro para a frente e para trás, por cima da chama, durante cerca de 15 ou 20 minutos.
Quando o azeite estiver com aparência de maionese, o bacalhau está cozido.
Acompanha-se com batata.

quinta-feira, 21 de junho de 2007

Liberdade de expressão

Os recentes acontecimentos que envolvem ABC devem levar os portugueses a reflectir muito.
Não basta dizer que estamos perante um atentado à liberdade de expressão só porque ele foi constituído arguido num processo que tem a ver com a licenciatura do primeiro-ministro. É preciso ler tudo o que ABC escreveu sobre este assunto para termos uma ideia de qual seja a atitude do PM. Também conviria saber, e por enquanto não o sabemos, qual o crime que lhe é assacado.
Eu não tenho um Código Penal porque não sou desta área — tenho, isso sim, uma Constituição e um Código Civil, que leio, porque entendo que são as leis básicas que qualquer cidadão deve conhecer.
Mas parece que isto anda à volta do crime de injúria e difamação.
Eu li os textos que ABC vem publicando sobre o assunto. Tenho vindo a lê-los há bastante tempo e há duas semanas atrás li-os todos de uma assentada.
Não vejo lá qualquer conteúdo que enxovalhe o PM.
O que eu vejo é, sempre, um esforço para tentar perceber o que se passa, ou passou, com a licenciatura do PM.O primeiro post é modelar: o ABC coloca as suas próprias dúvidas perante dados objectivos ( a carreira política do PM então, o percurso académico e, o mais fundamental a meu ver, o tempo). Vejo a tentativa de dar coerência e sentido `questão e vejo também que não há maneira de lhe dar qualquer coerência ou sentido.
Por outro lado, outras notícias se juntam e vão sendo comentadas por ABC. Estas notícias mais não do que sólidos alicerces para a dúvida que ABC começou por expor.
Não vejo, em tudo isto, qualquer insulto.
Já tenho visto noutros blogues insultos ordinários e baixos a figuras públicas; aqui não vejo nada disto.
Da mesma maneira que eu posso duvidar de uma medida governativa, da mesma maneira que posso avaliá-la, contestá-la — também posso duvidar que um indivíduo que se intitula engenheiro, com mestrado, o não seja porque os factos que tenho à minha frente só me permitem duvidar e não acreditar.
E isto é perseguido criminalmente?
Não tenho dúvidas que a atitude do PM é só repressiva. Não se trata de defender a honra ofendida (o PM nunca se mostrou ofendido com isto), trata-se só de reprimir, abafar, incomodar quem o incomoda.
E isto é intolerável.
Por isso, acho que os portugueses devem reflectir muito.

quarta-feira, 20 de junho de 2007

Autoridade e competência

São ideias distintas.
A autoridade é uma qualidade reconhecida por outros que qualquer pessoa pode ter e em função da qual os orienta; a sua opinião ou as suas palavras são acatadas, são ouvidas e ponderadas. Não precisa de lei para se impor, basta-lhe a sua autoridade para convencer.
De modo diferente, a competência é o poder de fazer coisas obrigando os outros e vem da lei. A competência é obrigatória e coactiva; o que, nos termos da competência, se decidir deve ser acatado e será acatado com o recurso à força se necessário. A lei é que diz quem é que pode mandar isto ou nisto e nada tem que ver com as concretas qualidades dos concretos sujeitos a quem dá a competência. É uma coisa puramente formal.
Em Portugal, esta distinção está quase finda. Por força da igualdade nivelada (voltarei a isto), todos temos autoridade o que acaba por redundar na realidade de que nenhum de nós tem autoridade (o reconhecimento entre iguais é inócuo). Precisamente por causa disto, agora, o que interessa é a competência. E esta, tê-la-ão apenas aqueles a quem a lei conferir.
É pena, porque o reconhecimento da autoridade permite que esta actue onde a competência não chega ou não tenha tempo para actuar.
Na sua base deste assunto está o respeito.
Mas sobre isto não falo porque, nestes meses, ele anda confundido com o «respeitinho que é muito bonito».

domingo, 17 de junho de 2007

Nome

Embora já leia blogues há dois ou três anos, só agora comecei um.
Enganei-me e pus-me a assinar com o nome do blogue em vez de ser com o meu nome.
Ele não é muito bonito mas eu gosto dele porque é meu e é muito português.

sábado, 16 de junho de 2007

olá

o que é que vou faze?