sexta-feira, 10 de maio de 2013
W. L. Shirer
domingo, 24 de fevereiro de 2013
Bom livro
sexta-feira, 17 de agosto de 2012
Um livro engraçado
domingo, 6 de maio de 2012
Na feira do livro
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
Beatles for Sale
domingo, 17 de julho de 2011
«O Historiador»
terça-feira, 22 de março de 2011
Dois livros numa loja
segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
Biografias
terça-feira, 9 de novembro de 2010
Empreitada
O 18 é também um dos melhores.
Como disse, só tenho os livros de 2000; as fotografias não são minhas mas sim deste blog que, entretanto, está em pausa.
sábado, 23 de outubro de 2010
António Ferro e Salazar
Já tinha ouvido falar muito deste livro que tem cinco entrevistas de António Ferro a Salazar e que foram feitas em 1932.O prefácio é do próprio entrevistado e é aqui que está a famosa auto-descrição do ditador: «Este homem que é governo, não queria ser governo. Foi deputado; assistiu a uma única sessão e nunca mais voltou. Foi ministro; demorou-se cinco dias e não queria mais voltar. O governo foi-lhe dado, não o conquistou, ao menos à maneira clássica e bem nossa conhecida (...) Tem todo o ar de lhe ser indiferente estar ou ir; em todo o caso, está. Está e há tanto tempo e tão tranquilamente como se ameaçasse nunca mais deixar de estar» (pp. XIV-XV).
É um livro interessante porque é um documento contemporâneo, porque é mesmo daquela época. Claro que é um panegírico mas até isso tem graça.Tem cinco fotografias; publiquei esta porque não a conhecia.
Além das entrevistas, tem a história delas, antes e depois (refiro-me às revisões que Salazar fez das provas para a publicação em livro).
É da Empresa Nacional de Publicidade e foi composto e impresso em 1933.
Comprei aqui (qualquer dia tenho que ir lá vasculhar aquilo tudo).
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
Salazar prosador
Está um repetido por uma circunstância puramente acidental. Já tinha o 1.º volume (da tiragem especial de 500 exemplares numerados e rubricados pelo autor, o n.º 443) mas a compra dos restantes, incluindo o mesmo 1.º volume (n.º 378 da mesma tiragem), foi aliciante.
Agora tenho a colecção completa com um livro repetido; não faz mal que eu sei a quem o oferecer por alturas do Natal.
Admiro muito o Salazar como pessoa muito inteligente, atento, previdente, forte e conhecedor dos portugueses.
Não sou salazarista, não sou do tempo dele, mas tenho que admitir que não é fácil estar 40 anos no poder sem aquelas qualidades.
Mas ele tem outra melhor.
É, sem dúvida, o prosador político do séc. XX português.
Estes livros demonstram muito bem isso. Só o prefácio ao 1.º vol. lhe serviria para o definir como o mestre do discurso; sem dotes de oratória, sem gestos, sem espectáculo. Os restantes livros confirmam.
Cada discurso tem cabeça, tronco e membros. Ele define os temas e, depois, discorre sobre eles.
E discorre com clareza, com frases próprias das suas leituras (António Vieira e Manual Bernardes), com frases cheias, completas em que, muitas vezes, é a parte final que lhes dá o seu especial sentido ou conclusão.
Não sou da área da Literatura, não tenho as ferramentas próprias da análise literária, do domínio das figuras de estilo, etc.. Mas sei ler e sei pensar o que leio, compreendo o texto à minha frente.
O Salazar político, mesmo dando de barato que não se pode distinguir o prosador do político, é coisa que me fascina mas que, neste instante não me interessa.
Vou ler a recente biografia dele e, só depois, darei uma opinião.
Mas, e é este o ponto do escrito, melhor prosador de Estado que ele, não existe.
É confrangedora a pobreza intelectual dos discursos actuais, é confrangedora a falta de sobriedade, a falta de estilo, a falta de conteúdo.
Não é de admirar muito; hoje, os políticos não discursam, dão entrevistas em cima do acontecimento e não pensam no que dizem.
Não têm oportunidade.
quinta-feira, 10 de junho de 2010
Um livro sobre Beatles
Este é um livro engraçado sobre os Beatles.Trata-se de um conjunto de crónicas a respeito deles que foram sendo publicadas ao longo dos anos, bem como excertos de alguns livros.
Encontra-se lá a famosa crónica de Maureen Clave, de Fevereiro de 1963, a primeira ou das primeiras a respeito do grupo a nível nacional. É nesta crónica que ela descreve o Ringo como «ugly but cute».
Tem também um artigo demolidor da beatlemania de Paul Jonhson (Fevereiro de 1964), chamado, aliás, «The Menace of Beatlism».
O melhor é transcrever o que está na contra-capa:
«The Beatles: Paperback Writer, is a collection of the best writing on the Beatles by rock journalists, cultural commentators, journalists, scholars and biographers, alonside personal contributions from the Beatles themselves, and their friends and acquaintances. This book is essential reading for any serious Beatles fan, providing a fascinating overview of a band who continue to exert a huge inflence on music and popular culture».
É publicado por Plexus Publishing e o seu organizador é Mike Evans.
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
Boa colecção
Gostei muito desta colecção e não imaginava a quantidade e o tipo de objectos que pudessem ser nela incluídos.Cadeiras, carros, ganchos, saca-rolhas, isqueiros, estantes, sei lá que mais.
Ao longo destas 15 semanas era sempre com tristeza que chegava ao fim do livro, queria sempre ver mais coisas.
O último volume tem diversos índices completos de tudo o que consta na colecção (objectos, designers, com indicação dos respectivos trabalhos, categorias).
Tenho pena, claro, que a 4L não esteja representada. E não é por ser fanático por ela que digo isto. A 4L tem um desenho original, apelativo e é um ícone de diversas gerações; talvez por estar mais ligada ao trabalho, ela não teve o seu valor totalmente reconhecido, designadamente, no confronto com outros rivais (desde logo o 2 CV). Tinha também aquilo que, por qualquer razão que desconheço, apenas foi gabado no R 16: a quinta porta.
Mas adiante.
sábado, 18 de julho de 2009
Sobre o Tintin

Este é um dos livros mais curiosos sobre o Tintin. Trata-se do D'Abdallah à Zorrino. Le dictionnaire des noms propres de Tintin.
O seu autor é Cyrille Mozgovine.
Tudo que seja um nome em qualquer dos álbuns do Tintin está neste livro.
Além dos personagens principais, basta a simples menção de qualquer nome para que ele esteja registado neste livro.
Dou dois exemplos: Alonzo (no Templo do Sol, 8,8) e Olsson (Carvão no Porão, 43, 14).; este último é apenas um nome que consta duma mala!
Claro que lá está o grosso da família:
Em suma, um livro bastante recomendável.
terça-feira, 30 de junho de 2009
Grandes livros
Tive a sorte de começar a ler cedo e de lhe ter apanhado o gosto.Claro que primeiro, além dos livros da escola, foi a banda desenhada. Lia tudo o que apanhasse quer fosse dos irmãos mais velhos quer dos amigos.
O primeiro livro a sério que li foi, como acho que não podia deixar de ser, dos Cinco (Nova Aventura dos Cinco).
Mais tarde fui lendo os outros da mesma colecção e comecei a ler os Sete.
Gostei menos mas ainda assim lá os li.
Mas houve uma colecção que me encheu as medidas: Gente Grande Para Gente Pequena.
São pequenas biografias de pessoas tão variadas como Luís de Camões, Fernão de Magalhães, Serpa Pinto, Gutenberg, Wagner, Madame Curie, etc. e tal.
O seu autor era Adolfo Simões Müller e escrevia para crianças e jovens (vim depois a saber que a ele se deve a apresentação de Tintin em Portugal).

De toda a colecção, os que mais me impressionaram e os de que mais gostei, foram O Capitão da Morte, O Grande Almirante das Estrelas do Sul e O Homem das Mil Invenções.
O primeiro trata de Robert Scott, o segundo homem a chegar ao Polo Sul e que morreu perto desse local e nessa expedição.
Claro que não se fala do mau feitio de Scott, antes se enaltece a vontade de vencer e para mais na derrota.
O segundo trata de Gago Coutinho, o aviador que, juntamente com Sacadura Cabral, fez a viagem Lisboa-Rio de Janeiro em 1922 de avião. Melhor será dizer de «aviões» pois que foram utilizados três aparelhos.
O terceiro trata de Tomás Edison, o genial inventor.
Acho que foi deste livro que gostei mais. Lembro-me da parte em que ele é salvo por um homem do comboio (onde tinha instalado já o seu laboratório) agarrando-o pelas orelhas e lembro-me também da parte em que ele aceita fazer um anúncio a uma casa de chá: só tinha que estar na montra a beber chá constantemente e a sorrir o tempo todo!
Mais haveria a dizer mas agora fica só a capa de O Capitão da Morte
Boas leituras!
segunda-feira, 8 de junho de 2009
Uma biografia

Não é bem uma biografia mas antes um conjunto de comentários e factos a respeito de uma pessoa. Como biografia, parte de um pressuposto singular: que o leitor conheça já a vida do biografado. Ou seja, quem não a conhecia e lê este livro pouco mais fica saber.
Existem três ou quatro erros sem grande importância mas que são irritantes e mostram falta de atenção. Por exemplo: falando de Timor (e logo de Timor, que fica no Pacífico), a autora diz duas vezes (88 e 90) que a 2.ª GG acabou em Maio de 1945. Não é certo.
Fala, a certa altura, e talvez por graça (não se percebe o contexto) ou apenas a título de curiosidade, do «marcelino»; mal pois que o nome, conforme sabe António Miguel Trigueiros (p. 196), é «marcelinho».
Da vida académica de MC pouco é, realmente, contado. Aliás, não deixa de ser curioso que a autora publique cópias das capas de alguns livros mas não a daquele que o iria tornar uma figura ímpar do se. XX português (e não apenas político):


Ainda neste âmbito profissional, teria interesse saber algo mais do que o próprio conta nas suas Memórias e que a autora reproduz no livro (p. 62-63). Por exemplo, que professores compunham o júri, qual o seu percurso político, qual a sua atitude face à Ditadura. Ficaríamos a conhecer melhor a FDL de então e perceberíamos melhor o interesse destas provas. Também a respeito do encerramento desta faculdade, a autora nada diz; apenas o refere. Da mesma maneira a greve ao estágio: as razões, as pessoas, os factos.
segunda-feira, 4 de maio de 2009
Vínculo e veículo

Um amigo, que sabe que eu gosto das coisas das ilhas, emprestou-me a História dos Açores, publicada pelo Instituto Açoriano de Cultura.
São dois grossos volumes que, tudo me indica, vale a pena ler. Comecei a ler e logo tive um susto.
No 1.º capítulo da Parte I (O descobrimento dos Açores), o autor, Rui Carita, escreve a certa altura: a «descrição deste reconhecimento vinculada por Gaspar Frutuoso e por António Cordeiro, coincide em linhas gerais com a vinculada pelo misterioso cronista Francisco Alcoforado» (vol. I, p. 54). O meu ouvido ficou ferido porque o som não correspondia, de forma alguma, à ideia que me parecia que se quisesse transmitir (ou veicular).
Vinculada ou veiculada?
Pensei que se tratasse de um erro de impressão (qual?) ou de falta de cuidado na revisão do texto. É que vincular, embora parecido, nada tem que ver com veicular.
Fui procurar nos meus dicionários de Língua Portuguesa e encontrei, para vincular, os seguintes sentidos: ligar, atar prender, impor, segurar (GDLP, t. VI, p. 589 de João Pedro Machado); encontrei também coisa igual no Houaiss (t. VI, p. 3708).
Em sentido diferente, e nos mesmos dicionários, encontrei o significado de veicular: meio de transporte, transmitir ou fazer a difusão de, propagar, transmitir (p. 546 e 3674, respectivamente).Parece-me, pois, que houve aqui algum engano ou na redacção ou na impressão.
No entanto, a mesma expressão, e no mesmo contexto, é repetida na p. 56: a «história é contada pelo padre Gaspar Frutuoso e vinculada depois pelo padre António Cordeiro».
Ou seja, e segundo me parece, trocou-se um verbo por outro quando apenas se passa que eles foneticamente têm alguma semelhança mas não de conteúdo. O historiador, qualquer historiador, pode veicular, transmitir uma opinião sobre determinado evento mas isso não nos vincula a coisa nenhuma, essa opinião não é imperativa.
Repito que não sei o que se passou neste caso em concreto; mas sei que a um professor catedrático isto é quase impossível de acontecer; da mesma maneira que sei que os dicionários também não se enganam nas questões das palavras.
P.S. Gostei de ver os isqueiros dos Beatles.
Obrigado.
quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
Sobre o poder
Tem frases belíssimas, simples na sua forma mas cheias de conteúdo.
O livro trata sobre o poder e, concretamente, sobre quem tomou conta do poder depois do 25 de Abril. Mas não só: o capítulo II tem por tema o «primado dos valores» e é sempre recomendável a sua leitura.
Do livro retiro algumas frases:
«A nossa época tem visto morrer homens aos milhões desde 1939, numa avalanche de violências sem precedentes: por serem russos, por serem húngaros, por serem checoslovacos, por serem irlandeses, por serem pretos, por serem brancos, por serem ibos, por serem judeus, por serem árabes. Não consta que habitualmente morram por serem proletários ou por serem capitalistas» (pp. 54-55).
O MFA nunca teve intenções de entregar o poder a terceiros. «O contrário é que seria novidade, porque não é da natureza das coisas que o poder seja tirado a uns para dar a outros, como nas histórias do bom ladrão» (p. 76).
Para acabar, uma das melhores:
«Nunca é demais lembrar que o Poder se reduz a essa coisa rude e sem subtilezas que é a capacidade de obrigar os outros a cumprir» (p. 105).
sábado, 13 de dezembro de 2008
Nota do Tradutor

As Notas do Tradutor são sempre úteis.
Em determinados termos, deixam o texto incólume (palavras ou expressões cujo significado preciso é na sua língua original que se capta), noutros deixam a impressão da solenidade do termo (organismos estaduais) e noutros... não são tão úteis nem esclarecem nada do texto traduzido.
Li recentemente um livro já antigo (o original é de 1987) de ficção (o resumo pode ser aqui consultado mas não aconselho; vale mais ler o livro) que trata de uma aventura em volta da não ocorrência da morte de Hitler, no bunker (esta também é daquelas palavras que não são traduzidas), de Berlim em Abril de 1945.
O tradutor chama-se Carlos Peres Sebastião e Silva.
Em algumas notas, não traduz só. Dá informações que não são pedidas (por exemplo, p. 25) ou sequer interessantes para se perceber o texto (p. 209).
Mas em duas notas ele vai muito mais além do que se pede a um tradutor.
Na pág. 261, no texto, refere-se que o Papa Pio XII tinha no início da guerra, provas concretas dos campos de morte e da sua função. Trata-se, note-se bem, de um diálogo entre duas personagens de um romance de ficção. Surge a surpreendente N. do T.: «Os campos da morte nazis só foram implementados a partir de 1942, em plena guerra, portanto. Esta afirmação (e as subsequentes) do autor em relação ao Papa é assim totalmente desprovida de sentido».
Não me interessa se este facto é verdadeiro; o que me interessa é que isto não tem nada a ver com a tradução.
Na pág. 645, surge a melhor.
Já não estamos na história, o romance já acabou. Trata-se uma nota do autor sobre o livro que ele escreveu e que acabamos de ler: «É irónico que Estaline, o simpático aliado a que os americanos chamavam Uncle Joe, provavelmente tenha ultrapassado em muito Hitler quanto a número de mortor de que este foi responsável, naquilo a que o grosseiro georgiano chamava “trabalho molhado”». Depois disto, vem a respectiva N. do T.: «Segundo alguns historiadores e dissidentes russos como Alexandre Soljenitsine, o número de mortos às ordens de Estaline poderá oscilar entre um mínimo de 28 milhões e um máximo de quase 50 milhões de pessoas o que faz de José Estaline o maior carniceiro da História».
De novo, não me interessa se isto é ou não verdade; o que me interessa é a tradução.
E o que é que isto tem que ver com a tradução?
Trata-se de um tradutor ou de um comentador?
segunda-feira, 10 de novembro de 2008
Gralhas

Comprei recentemente o livro O Fim do Mundo Antigo e o Princípio da Idade Média, de Ferdinand Lot (Edições 70, colecção Lugar da História).
Gosto muito deste tema e achei o livro muito interessante e fácil de ler. Uma coisa que eu não sabia consta de pp. 194-105:
«Estes Godos, ditos Greuntungs, são, a partir do século V, apelidados de Oatrogodos, isto é, “Godos ilustres” (austr) e não Godos do Leste, enquanto que aqueles de que falamos atrás serão chamados Visigodos, isto é, “Godos sábios” (e não Godos do Oeste)».
Mas o que eu quero escrever a respeito deste livro é das suas gralhas!
Nunca li um livro com tantas gralhas, às vezes, 2 ou 3 por página.
Dou os seguintes exemplos:
Na página 73, linha (de texto) 32, escreve-se «as» onde se deve ler «às»;
Na página 80, linha (de texto), 16, escreve-se «area» onde se deve ler «área»;
Na página 139, linha (de texto), 12, escreve-se «alcada» onde se deve ler «alçada»;
Na página 195, linha (de texto), 12, escreve-se «raca» onde se deve ler «raça»;
Na página 454, linha (de texto) 45, escreve-se «permanecera» onde se deve ler «permanecerá»;
Na página 454, linha (de texto) 21, escreve-se «françês» onde se deve ler «francês».
Há muito mais gralhas mas estes chegam para enxovalhar o livro, o tradutor e o revisor, além da própria editora, claro.













