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sexta-feira, 7 de setembro de 2012

O Mercedes Carocha

Daqui a 10 dias é feita a apresentação do Mercedes Citan, um furgão que tem por base o Renault Kangoo.
Gosto bastante do Mercedes e do Kangoo mas nunca pensei que eles se pudessem encontrar, ou melhor, que este viesse a ser um modelo para aquele.
Trata-se, como é óbvio, de uma parceria entre as duas marcas e que permite à Mercedes meter-se num determinado espaço de mercado. Aliás, esta parceria vai ao ponto de o futuro MB A vir a ser equipado com o 1.6 D da Renault
Não adivinho o resultado disto (um furgão de luxo?) mas o certo é que o carro não deixa de ser tentador.
Mas não é esta a primeira vez que a Mercedes vai buscar um desenho alheio.
Foi o que se passou com o MB 170 H:

Este modelo é de 1936 e tem por base, como facilmente se nota, o VW Carocha, conforme os primeiros esforços de Ferdinand Porsche.
O que se passou foi que a Associação de Construtores de Automóveis da Alemanha autorizou a Porsche a fabricar três protótipos do modelo; como não ficaram prontos a tempo, a Associação declarou que o VW podia ser construído em esforço comum pelos seus membros, incluindo a Mercedes.
O que esta fez.
Podem ver-se aqui outras fotografias do MB 170 H.

terça-feira, 20 de março de 2012

Aburguesamento

Depois de 10 anos de 4L e de outros 10 anos de Kangoo, o legítimo sucessor daquela, mudei de carro.
Há 10 anos atrás, vendi a minha terceira 4L e comprei o primeiro Kangoo.
Claro que já foi um avanço enorme. Mais confortável, mais espaçoso, mais, muito mais, seguro, tinha todas as qualidades para ser um bom carro.
E foi.
Mas tem de se reconhecer que é um cubo com rodas.
Agora, comprei este:
Trata-se de um Mitsubishi Lancer 1.6 que tem agora pouco mais de um ano.
Já há tempos que andava à procura deste carro, mais especificamente, do 1.5.
Por puro acaso dei com este com menos de um ano e cerca de menos €6.000 que o preço dele novo.
Isto sim, é uma mudança radical!
Nunca tive um carro tão bom (ou devo dizer fino?), suave de conduzir, muito seguro, cheios de coisas que ainda não conheço bem. Há uma ou outra coisa que num carro destes e nos dias de hoje que ele já poderia ter mas eu estou-me nas tintas. A cavalo dado não se olha o dente e a verdade é que é um carro fantástico.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Tradição perdurável

É este o título do anúncio aos carros da Mercedes publicado no Almanaque de Fevereiro de 1961.
«Em 1885, há quase 75 anos atrás...».
Hoje a Mercedes comemora o seu 125.º aniversário.
Estão aqui vários modelos a provar a tal tradição perdurável.
O primeiro é o Motorwagen de 1885; o último é o 220SE.
Antes deste está o 300SL, percursor deste:
Ainda hoje a tradição continua e tudo indica que continuará por muitos e bons anos.
Tenho um livro excelente sobre a história da Mercedes, de Dennis Adler. É muito completo e ainda está (embora por pouco tempo) actual; é de 2006.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Um carro engraçado

Chama-se Rinspeed Bambom.
Faz lembrar logo o Mehari da Citröen, carro dos anos 60 e 70.
Este, claro, é mais moderno e já é eléctrico.
O engraçado é o que se pode fazer com ele.
A cobertura pode fazer de colchão, os bancos de trás são insufláveis, as colunas têm a forma de flor, etc..
Mais coisas sobre este carro podem ser vistas na página oficial.
Não é carro que eu comprasse mas lá que ele é giro, é.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

O Matateu

Este era o anúncio que o Almanaque de Maio de 1961 publicou do Mercedes 180D.
Foi um carro muito utilizado para táxi e foi aí que levou a alcunha «Matateu». Não sei a razão deste nome mas sei que havia um jogador da bola com nome igual.
Eram carros que faziam mais, bem mais, de 500.000km sem abrir o motor.
As edições Altaya estão a publicar a colecção dos carros da Mercedes e pedi a uns amigos que me arranjasse dois; este é um deles.
Tenho vários carrinhos que vou comprando algumas vezes pelas bombas de gasolina e já encontrei uns modelos que me dizem alguma coisa.
Com paciência, vou-os colocando por aqui.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

O motor 1100

Na revista n.º 1100 (e por causa disso) da Auto-Hoje, desta semana, vem um artigo sobre os motores com a cilindrada de 1100cm3.
Era um motor barato, fiável, capaz de durar muito tempo.
Foi muito utilizado em montes de carros: Peugeot, Renault, Simca, Mini, etc..
Foi, durante muitos anos, o motor base destas marcas que era, depois, adaptado a vários modelos.
Mas na reportagem omitem um exemplar único:
Em 1978, a 4L aparece com um novo motor 1108 cm3, além de aparecer com um novo interior e uma nova sigla: GTL.
Posso dizer, porque sei bem do que falo, que era mesmo um motor bem fiável; aguentava velocidades estonteantes (120km/hora) em auto-estrada, aguentava altas rotações (chegar aos 80 em 2.ª ou aos 110 em 3.ª) e, claro, tinha uma grande potência: 34 cv!
Uma vez, na auto-estrada a norte de Aveiro, aproveitando uma descida grande, com uma curva suave, ao fundo, para a esquerda, cheguei aos 160km/hora. Mas foi pouco tempo porque me lembrei do que me poderia acontecer se me rebentasse, naquele instante, um pneu.

Enfim, aquilo era um carro não era um comboio.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Matrículas

GZ-54-09  PF-26-11   OL-70-95     IV-43-14    HX-52-76     33-DD-77    GI-95-00   38-83-CQ
 ER-73-98   UC-70-23, EN-15-30   etc., etc., etc.

Não sei porquê, tenho boa capacidade para fixar matrículas de carros.
Uns são ou foram meus; outros de amigos ou parentes, outros ainda de pessoas que nem conheço.
Vendo um carro várias vezes (não têm que ser muitas) na mesma rua ou nas proximidades, acabo por fixar a matrícula.
Isto não tem valor nenhum mas às vezes não deixa de ter a sua graça. Por exemplo, encontrar um carro com uma matrícula a seguir ou a antecedente a centenas de quilómetros do sítio estava o carro meu conhecido.
Decoro as matrículas de carros estranhos ou porque as vejo muitas vezes ou porque elas me dizem alguma coisa. Está uma aí em cima que fixei apenas porque se refere à Estrada Nacional n.º 15, e ao Km 30, que é onde fica Penafiel (e eu morei perto).
Enfim, nada de perigoso nisto, não ando a fazer uma base de dados para isto.
É só curioso.
A imagem foi retirada daqui, onde se descreve uma colecção de chapas de matrícula de vários países. Cheguei a ter algumas ainda em metal.

sábado, 16 de janeiro de 2010

A minha 3.ª 4L

Esta foi a última 4L que tive.
Comprei-a já com perto de 60.000km mas estava quase nova.
Uma das coisas que lhe pus foi uma grelha do género que tinham as carrinhas da PT. Gozaram comigo, se era para pôr as latas de tinta e o escadote, etc.. Mas não me importei com isso. Quando mudei de casa, vindo de um apartamento, no primeiro sábado disponível fui logo comprar uma mesa e umas cadeiras de jardim. É claro que trouxe isto tudo na grelha.
Tive-a 7 anos e passei os 100.000km:
A fotografia não está muito boa mas os 100.000 estão lá.
Depois desta, tenho pensado em arranjar outra mas isso era capaz de ser mais uma despesa grande e uma carga de trabalhos.
Entretanto, como não podia deixar de ser, aburguesei-me e já nem sei se me daria bem com o carro.
Mas esta é uma coisa que eu ainda vou experimentar.

sábado, 21 de novembro de 2009

A minha 2.ª 4L

Comprei-a em Abril e vendi-a em Dezembro do ano seguinte com 62.000Km.
Claro que quando foi a hora de trocar, o concessionário da Renault tirou-lhe 30.000Km!
Como se pode calcular, fartei-me de fazer viagens com ela. Para chegar a casa demorava 7 horas e alguns fins de semana chegava a fazer 1200Km.
Uma das viagens aventureiras (ou tolas) foi da Vide para a Torre. Ao passar por cima de Loriga, vi uma seta que indicava: «Torre». Claro que me meti por esse caminho que não era estrada coisa nenhuma. Era um caminho de pedras, de fragas, sempre a subir, a 4L ia pondo uma roda num sítio, depois era a outra roda, etc..
O céu começa a escurecer com nevoeiro (foi em Dezembro) mas ela vai sempre subindo, sempre subindo.
Finalmente, chego ao pé da Torre que estava como se pode ver:
Isto estava tão mau (entretanto chegou a noite) que passei o cruzamento para Manteigas sem o ver.
Mas lá cheguei a casa pela 1 da manhã.
Numa outra vez, pelas 11 da noite, estava a descer o Buçaco quando de repente fico sem luz nenhuma! Apanhei um susto levado da breca.
Felizmente, ia muito devagar e, quando desfaço a curva, a luz volta. Mais um pedaço para diante, acontece a mesma coisa. E depois passou. Não sei o que lhe aconteceu mas pregou-me um susto valente.
Mas todo o peru tem o seu Natal e veio o dia em que troquei a 4L por um carro topo de gama!
Este:

É claro que não é isso que eu disse mas para mim era um luxo.
Tinha vidros eléctricos, comando de abertura das portas, sei lá que mais.
Tive-o durante dois anos e foi vendido com 68.000Km. Mais uma vez, a Renault tirou-lhe 30000Km.
Deve ser hábito.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

O melhor carro do mundo

Não sei qual seja o melhor carro do mundo.
Eu gosto muito do Mercedes, do Jaguar, do EFIJY, etc..
Mas será algum destes o melhor do mundo?
Não faço ideia e estou-me nas tintas. Às vezes digo que não me lembro do nome do melhor carro do mundo, outras digo que não sei ou que não quero saber.
E sei, claro, porque digo isto.
É que eu sei qual é o segundo melhor carro do mundo.
Este:
Sabendo qual é o segundo, que preocupação hei-de ter com o primeiro?
Não me diz nada.
Naturalmente, há nisto alguma contenção, alguma objectividade, alguma (até) modéstia.

Se for o contrário, se eu não me contiver, se eu for subjectivo e vaidoso, então eu tenho que dizer:

A 4L É O MELHOR CARRO DO MUNDO!

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Mercedes 300SL

Esta fotografia é tirada do Almanaque de Novembro de 1960.
Talvez seja o carro mais espantoso da Mercedes.
Embora a revista tenha 4 ou 5 modelos desta marca e embora já tenha posto aqui um outro, repito este tipo de post por uma razão.
Recentemente, a marca fez algo semelhante com um resultado espantoso, também: o SLS-AMG.
Um carro simpático que, com 6,3 litros, desenvolve 571 cavalos!
Trata-se de um carro semelhante cuja apreciação pode ver-se aqui (de onde tirei a fotografia).
Mas para mais e melhores pormenores nada como ir à fonte.
P.S.
Há tempos queixei-me que para andar de Mercedes tinha que andar de taxi. Poucos dias depois, foi o test drive da marca e lá consegui conduzir um Classe C (220D, creio eu).
Foi bom.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

As minhas R4

Tive três.
Da primeira pouco falo porque só a tive 4 meses. Circulava na variante de Grândola e fui albarroado por outro carro. Felizmente, a seguradora pagou a sua parte e com esse dinheiro comprei outra. O carro foi para a sucata mas alguém achou maneira de ele voltar a circular. Anos depois, voltei a ver esse carro em Lisboa, na rua da Sé (suponho que seja este o nome porque a rua desce junto à Sé para a Madalena).
De qualquer forma, esta carrinha foi para mim uma evolução enorme. Eu tinha vindo de uma Mini Ima de que não via o capot, ou a estrada ou o que fosse. Na 4L, eu via tudo, principalmente, os dois cantos da frente do carro.
E não tinha que me levantar do banco para ver isto tudo.

Só diz mal do Mini quem nunca teve um. Mas eu reconheço que era um carro esquisito.
Tinha um volante e uma alavanca das mudanças que mais parecia de um camião!
Depois tinha 5 chaves, o que é uma coisa incrível para um carro tão pequeno. Mas isto, pensando pela cabeça de um inglês, até é natural e lógico.
Uma chave para a ignição; outra para a porta do condutor; outra para a porta da mala; outra para o tampão da gasolina; a quinta para a abrir o capot.
A minha Mini Ima tinha duas portas traseiras, isto é, era diferente das outras que andavam por aí, segundo me apercebi desta notícia.
Depois, falarei das outras duas R4 que tive.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Um carrão

Este era o anúncio do Almanaque ao Mercedes 220 SE.
Era, como se vê, um carrão.
Meu Pai teve um, comprado em segunda mão, que era fabuloso. Espaçoso, potente, confortável. Muitas viagens se fizeram neste carro.
Mas o melhor de tudo era o seu interior:

O velocímetro era ao alto, não era um ponteiro que girasse num eixo. Conforme a velocidade aumentava, a barra subia e mudava de cor!
Sempre na vanguarda.
Hoje só ando de Mercedes quando tenho que utilizar um táxi e talvez um dia consiga arranjar um.
Mas este não é o melhor carro do mundo. Existe outro de que eu gosto muito mais.
Mas isso fica para outro dia.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Moro e a 4L

Sempre me fez muita confusão a morte e rapto do Aldo Moro, em 1978. Lembro-me dos dias angustiantes que se seguiram à notícia da morte e o achamento do cadáver na mala de um carro. Estava mesmo morto antes de o encontrarem? Ainda havia esperança que ele estivesse vivo? Eu tinha entre 14 e 20 anos na altura mas lembro-me disto perfeitamente.
Só recentemente é que me deparei com a fotografia que está aqui ao lado.
O Aldo Moro, assassinado, tinha sido escondido numa 4L!!!
Para quem não sabe, a R 4L é, a seguir a uma meia dúzia de que não me recordo, o melhor carro do mundo (pelo menos, muito melhor que o amaricado 2 CV!).
Fiquei, pois, chocado recentemente, e ao fim de quase 30 anos, ao saber que o Aldo Moro tinha sido escondido numa 4L.
Foram dois atentados à civilização...