Fui andando por aí e deparei com uma página de um escritório de advogados; aliás, segundo me pareceu do que eu li, serão os melhores advogados de sempre.
E ainda bem que assim é.
Ora, acontece que uma senhora advogada dessa sociedade dá a conhecer o seu perfil, o que é sempre bom para sabermos com quem estamos a lidar. No seu estado civil, ela indica: «separada de facto». Eu não sou desta área mas tenho ideia que os estados civis são solteiro, casado, divorciado e viúvo. Pedi, noutro sítio, a opinião de pessoas mais sabedoras e fique com a impressão que aquilo que eu penso é verdade. Ou seja, «separada de facto» não é estado civil.
Mas ela diz que é; mais, até diz que é o seu estado civil.
Com estas, fui ver o currículo da senhora advogada e logo fiquei descansado: nada tem que ver com o chamado Direito da Família.
Isto quer dizer que o estado civil desta senhora é-lhe absolutamente indiferente e nem sequer tem que ser estado civil; pode ser caval, cevel, covol ou cuvul.
Ou seja, acho que é ignorância pura e simples.
Não fica mal assumir.
sexta-feira, 28 de março de 2008
terça-feira, 4 de março de 2008
Um anúncio
Este foi o anúncio que atirou Steve Mizerak para o público geral, isto é, para além do público que já o conhecia do pool ou snooker. Grande jogador, com vários títulos nos EUA, foi a cerveja Miller que lhe deu grande fama.
A dificuldade do filme não esteve só em embolsar as bolas; na última, o Mizerak olhava para a branca para ver se metia a outra mas não era isso que ele tinha que fazer; ele tinha que levantar o copo de cerveja e olhar para a câmara de filmar, deixando a bola andar.
A dificuldade do filme não esteve só em embolsar as bolas; na última, o Mizerak olhava para a branca para ver se metia a outra mas não era isso que ele tinha que fazer; ele tinha que levantar o copo de cerveja e olhar para a câmara de filmar, deixando a bola andar.
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008
Moro e a 4L
Sempre me fez muita confusão a morte e rapto do Aldo Moro, em 1978. Lembro-me dos dias angustiantes que se seguiram à notícia da morte e o achamento do cadáver na mala de um carro. Estava mesmo morto antes de o encontrarem? Ainda havia esperança que ele estivesse vivo? Eu tinha entre 14 e 20 anos na altura mas lembro-me disto perfeitamente.Só recentemente é que me deparei com a fotografia que está aqui ao lado.
O Aldo Moro, assassinado, tinha sido escondido numa 4L!!!
Para quem não sabe, a R 4L é, a seguir a uma meia dúzia de que não me recordo, o melhor carro do mundo (pelo menos, muito melhor que o amaricado 2 CV!).
Fiquei, pois, chocado recentemente, e ao fim de quase 30 anos, ao saber que o Aldo Moro tinha sido escondido numa 4L.
Foram dois atentados à civilização...
quinta-feira, 3 de janeiro de 2008
domingo, 23 de dezembro de 2007
Natal
Claro que o post tinha que ter este nome.
Este estabelecimento está encerrado durante o Natal.
Depois de 1 de Janeiro, ainda se pode fumar aqui.
Este estabelecimento está encerrado durante o Natal.
Depois de 1 de Janeiro, ainda se pode fumar aqui.
terça-feira, 4 de dezembro de 2007
Feijão assado
Ingredientes:
1 Kg de feijão vermelho
1/2 Kg de toucinho
9 cebolas
6 dentes de alho
200 g de banha
Pimenta da Jamaica e cominhos a gosto.
*
Depois de demolhado, coze-se o feijão.
Num tacho de ir ao forno, refogam-se as cebolas e o toucinho na banha.
Depois, junta-se o feijão.
Põe-se no forno durante várias horas, mexendo de vez em quando.
Temperar com sal, a pimenta e os cominhos.
Quando estiver quase pronto, põe-se uma colher de banha por cima.
NOTA: deve-se fazer de véspera. A assadura faz-se com intervalos (assa uma hora e tira-se; espera 30m, volta-se a pôr mais 1 ou 2 horas; novo descanso e nova assadura), mas sempre com o forno ligado.
1 Kg de feijão vermelho
1/2 Kg de toucinho
9 cebolas
6 dentes de alho
200 g de banha
Pimenta da Jamaica e cominhos a gosto.
*
Depois de demolhado, coze-se o feijão.
Num tacho de ir ao forno, refogam-se as cebolas e o toucinho na banha.
Depois, junta-se o feijão.
Põe-se no forno durante várias horas, mexendo de vez em quando.
Temperar com sal, a pimenta e os cominhos.
Quando estiver quase pronto, põe-se uma colher de banha por cima.
NOTA: deve-se fazer de véspera. A assadura faz-se com intervalos (assa uma hora e tira-se; espera 30m, volta-se a pôr mais 1 ou 2 horas; novo descanso e nova assadura), mas sempre com o forno ligado.
domingo, 18 de novembro de 2007
A ler

Este livro de Bryan Ward-Perkins (A Queda de Roma e o Fim da Civilização, Aletheia Editores, 2006) é excelente. Trata-se de um ensaio sobre o que se passou realmente com as invasões bárbaras. O autor quer vincar a ideia que não houve, nem de perto nem de longe, uma transição pacífica entre o fim do Império Romano e o estabelecimento dos reinos bárbaros. Pelo contrário, as invasões foram isso mesmo, invasões, com tudo o que isso implica (guerra, assaltos, violações, imposição de regras, etc.)
Contudo, o que mais interessa destacar é o motivo que levou a que este livro fosse escrito. A doutrina historiadora que reune num mesmo capítulo o tempo que medeou entre o ano 200 e o séc. VIII (Antiguidade Tardia) tem como resultado o branqueamento (não há outro termo) da queda do Império Romano e a sua substituição pela «civilização» (?) bárbara. Isto significa que um facto capital da História da Europa é arrumado, classificado e tratado como um pequeno incidente no percurso da Humanidade nesta área geográfica.
O pretexto do autor é, precisamente, demonstrar o erro de tal perspectiva.
E consegue-o.
Recomendo, pois, a leitura de este excelente ensaio.
Também recomendo, e isto para não ser pedante, o óptimo (para quem goste do género) livro de Robert Silverberg Roma Eterna (colecção Nébula, PEA).
Contudo, o que mais interessa destacar é o motivo que levou a que este livro fosse escrito. A doutrina historiadora que reune num mesmo capítulo o tempo que medeou entre o ano 200 e o séc. VIII (Antiguidade Tardia) tem como resultado o branqueamento (não há outro termo) da queda do Império Romano e a sua substituição pela «civilização» (?) bárbara. Isto significa que um facto capital da História da Europa é arrumado, classificado e tratado como um pequeno incidente no percurso da Humanidade nesta área geográfica.
O pretexto do autor é, precisamente, demonstrar o erro de tal perspectiva.
E consegue-o.
Recomendo, pois, a leitura de este excelente ensaio.
Também recomendo, e isto para não ser pedante, o óptimo (para quem goste do género) livro de Robert Silverberg Roma Eterna (colecção Nébula, PEA).
segunda-feira, 12 de novembro de 2007
terça-feira, 30 de outubro de 2007
sábado, 20 de outubro de 2007
quinta-feira, 18 de outubro de 2007
19 de Outubro
Poucos dias depois da comemoração da implantação da República, outra data republicana se deve comemorar.
O 19 de Outubro de 1921 foi a «Noite Sangrenta» em que foram assassinados, por republicanos, diversos monárquicos (se calhar até cabralistas!) e outras pessoas ligadas intimamente à República.
Os mais conhecidos são António Granjo, chefe do Governo, e Machado dos Santos, o herói da Rotunda. Mas mais morreram pois que a camioneta da morte muito viajou nessa noite pela Baixa lisboeta e não só.
Como é óbvio, os bons republicanos, de peito duro e sangue bem vermelho, não se lembram já deste dia — e os poucos que se lembram querem esquecer.
Não deixa de ser curioso que o muito republicano Dic. de Hist. de Portugal apenas refere este evento a respeito da biografia (melhor dizendo, da necrologia) dos dois homens acima citados; sobre o caso em si, não há nenhuma entrada. Também a Hist. de Portugal, dirigida por José Mattoso (6.º vol., pp. 623-624) é bastante sucinta a este respeito.
Continuam a ser uns bons livros mas dá a impressão que querem silenciar um acaso triste — e digo acaso porque não é coisa muito do nosso género, não é um hábito nem uma característica da nossa personalidade colectiva.
Adiante.
Entre outras coisas, veja-se aqui e noutros locais deste blog.
Amanhâ, não nos esqueçamos disto.
O 19 de Outubro de 1921 foi a «Noite Sangrenta» em que foram assassinados, por republicanos, diversos monárquicos (se calhar até cabralistas!) e outras pessoas ligadas intimamente à República.
Os mais conhecidos são António Granjo, chefe do Governo, e Machado dos Santos, o herói da Rotunda. Mas mais morreram pois que a camioneta da morte muito viajou nessa noite pela Baixa lisboeta e não só.
Como é óbvio, os bons republicanos, de peito duro e sangue bem vermelho, não se lembram já deste dia — e os poucos que se lembram querem esquecer.
Não deixa de ser curioso que o muito republicano Dic. de Hist. de Portugal apenas refere este evento a respeito da biografia (melhor dizendo, da necrologia) dos dois homens acima citados; sobre o caso em si, não há nenhuma entrada. Também a Hist. de Portugal, dirigida por José Mattoso (6.º vol., pp. 623-624) é bastante sucinta a este respeito.
Continuam a ser uns bons livros mas dá a impressão que querem silenciar um acaso triste — e digo acaso porque não é coisa muito do nosso género, não é um hábito nem uma característica da nossa personalidade colectiva.
Adiante.
Entre outras coisas, veja-se aqui e noutros locais deste blog.
Amanhâ, não nos esqueçamos disto.
quarta-feira, 17 de outubro de 2007
Boa música

Andando na net, eu que adoro música e cerveja, deparei-me com a Rosinha. Não sei se fiquei encantado pelas suas formas ou se foi pela forma das suas letras. São poemas profundos, que se aprofundam, que se retraem, que se aprofundam de novo. Poemas, talvez, intimistas ou, se calhar, íntimos, quase carnais.
Digo quase porque o ouvinte menos atento é capaz de pensar que está a ouvir uma ordinarice ou, pelo menos, uma brejeirice. As cantigas também são feitas por quem as ouve...
Enfim, mais um sucesso (disco de platina) do cantar português de que tanto nos orgulhamos.
Recomendo, pois, a visita ao seu sítio (não pensem mal, não tem nada que ver com a festa que fazem no sítio da Nossa Senhora da Nazaré), bem como à sua produtora.
quinta-feira, 11 de outubro de 2007
Bandeiras e República

O que terá levado os republicanos a escolher esta bandeira?Podiam ter tirado a coroa da bandeira velha, colocar a esfera armilar e mais nada.
Mas não; decidiram substituir o azul pelo verde e o branco pelo vermelho!
Já o azul e branco era a bandeira do Afonso Henriques como se pode ver aqui.
Só houve uma vantagem nisto que foi a previsão da coisa: Portugal foi o primeiro país africano (embora do Norte) a adoptar as cores que, 50 ou 60 anos mais tarde, quase todos os outros países de África escolheram para as suas bandeiras.
sexta-feira, 5 de outubro de 2007
Alan Moore
Estou fascinado cada vez mais com este autor de banda desenhada. É negro, esquisito, tétrico, mas excepcional.Infelizmente, ou nem tanto, comecei por ler o melhor (Watchmen; link ao lado), depois li o «From Hell» e depois «A Liga dos Cavalheiros Extraordinários». Tudo excelentes histórias, contadas de uma maneira surpreendente, sempre a prender a atenção do leitor. Tem ainda a intrigante capacidade (ou a BD não fosse também uma arte) de trabalhar com desenhadores que melhor reproduzem um determinado tipo de história; a cada desenhador, uma história, de tal forma que seria incompreensível, por exemplo, o David Gibbons desenhar o «From Hell» e o Eddie Campbell desenhar o «Watchmen».
recomendo vivamente este autor.
A imagem foi tirada daqui.
quinta-feira, 13 de setembro de 2007
Assinar:
Postagens (Atom)

